Do UOL
O ex-ministro Aldo Rebelo afirmou que mantém sua pré-candidatura pelo DC (Democracia Cristã) e disse não ter sido comunicado oficialmente sobre qualquer mudança. Ao UOL, o presidente da legenda, João Caldas, afirmou que “o partido tomou todas as providências cabíveis e legais, se reuniu e deliberou” pela expulsão — decisão que foi tomada ontem (22). “Ele chegou ontem no partido, não tem nenhuma história”, disse Caldas.
A crise no DC começou após a cúpula da legenda apresentar Joaquim Barbosa como novo pré-candidato oficial. Rebelo atribuiu ao ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa e à direção da legenda a responsabilidade de explicar a crise interna.
Aldo afirmou que seguirá como pré-candidato, que continua cumprindo agendas políticas e que recorrerá à Justiça caso haja qualquer tentativa de impedir sua candidatura. “Estou aqui convidado como pré-candidato e falando como pré-candidato”, afirmou ele, em entrevista no Fórum Esfera, em Guarujá (SP) hoje.
Ele criticou a forma como o convite a Joaquim Barbosa foi anunciado. Aldo afirmou que as explicações devem ser dadas pelo próprio Joaquim Barbosa e por quem articulou o convite ao ex-ministro do STF para assumir uma pré-candidatura que, segundo ele, ainda não foi oficialmente aceita.
O ex-ministro disse que não recebeu comunicação oficial sobre saída ou substituição e que, até o momento, não houve formalização por parte do partido sobre uma eventual retirada de sua pré-candidatura. Ele afirmou que tomou conhecimento das movimentações internas pela imprensa.
Aldo evitou comentar hipótese de saída sem notificação oficial e afirmou que não trabalha com cenários de afastamento enquanto não houver comunicação formal da direção do partido. Disse que deixará para comentar o tema “depois”, caso haja alguma definição oficial.
Aldo relatou resistência interna à possível candidatura de Joaquim Barbosa. Segundo ele, a notícia foi mal recebida em estados como São Paulo e Roraima, onde dirigentes locais teriam reagido de forma dura à direção nacional do partido.
O ex-ministro alertou para risco de esvaziamento político nas chapas estaduais. “Há um risco de esvaziamento [nas chapas estaduais], mas isso naturalmente nós só saberemos quando houver desdobramentos ou desfecho desse episódio”, disse.


























