Ladrão faminto? Banana de R$ 34 milhões desaparece de museu e vira caso de polícia
Obra de arte polêmica de Maurizio Cattelan foi alvo de vandalismo na França
Por Ana Beatriz Sousa

‘Comedian’, de 2019, de Maurizio Cattelan Crédito: Reprodução
A obra Comediante, do artista italiano Maurizio Cattelan, famosa por consistir em uma banana colada com fita adesiva na parede e avaliada em R$ 34 milhões, foi roubada do Museu Pompidou-Metz, no leste da França. O sumiço foi percebido pela equipe de segurança da instituição.
Apesar do valor milionário atribuído ao conceito da obra, o furto da fruta em si não causou pânico na administração. Os funcionários substituíram o item rapidamente por uma banana comum, comprada de um vendedor de rua local. Como a obra é projetada com elementos perecíveis, a fruta já é trocada rotineiramente a cada três dias por motivos de higiene. O valor real do trabalho reside no certificado de autenticidade assinado por Cattelan, e não na matéria orgânica.
Esta não é a primeira vez que a instalação vira alvo de intervenções físicas. Em ocasiões anteriores, a banana foi devorada por visitantes e artistas performáticos. O caso mais notório envolveu o bilionário do setor de criptomoedas Justin Sun, que adquiriu uma das versões da obra e comeu a fruta publicamente. Na época, Cattelan ironizou a situação, comentando que as pessoas consumiam a banana, mas ignoravam a fita adesiva.
Desta vez, contudo, a direção do museu francês optou por não tolerar o ato. Diante do fato de o autor do furto permanecer desconhecido e de não haver justificativa de manifestação artística ou diálogo, a instituição registrou uma queixa-crime formal, transformando o episódio em uma investigação policial.

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