Valdemar aposta em apoio de Neto a Flávio e diz que caso Banco Master ainda terá impacto político no PT da Bahia

Por Política Livre

Foto: Divulgação

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou acreditar que o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, deverá apoiar o candidato da legenda na disputa presidencial de 2026, apesar da proximidade política do líder baiano com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Morena FM, de Itabuna, quando Valdemar comentou o cenário político baiano e as articulações para as eleições do próximo ano. Segundo o dirigente partidário, a parceria construída entre o PL e ACM Neto na Bahia tende a ser mantida, independentemente das definições nacionais.

“Eu tenho uma aproximação muito grande com o ACM Neto. Ele tem um candidato, o Caiado é um candidato, um bom candidato, não tenha dúvida. Mas eu acho que ele vai caminhar, no final, a apoiar o candidato do PL”, afirmou.

Valdemar destacou ainda o peso eleitoral da sigla e a importância da aliança para o projeto oposicionista na Bahia. Segundo ele, a presença do PL ao lado de ACM Neto fortalece a pré-candidatura ao Palácio de Ondina.

“Nós estamos junto com ele e estamos torcendo pela eleição dele. Acho que vai ser muito bom para a Bahia”, declarou.

Durante a entrevista, o presidente do PL também voltou a comentar o caso envolvendo o Banco Master e afirmou que o episódio ainda deverá produzir repercussões políticas no estado.

Segundo Valdemar, o tema não foi suficientemente esclarecido devido à não instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado Federal. Ele afirmou que a legenda chegou a reunir assinaturas para a criação da comissão, mas que o processo não avançou.

“O Banco Master começou aí no governo da Bahia. E isso ainda vai dar uma discussão muito grande no Brasil”, disse.

O dirigente também argumentou que uma eventual CPI permitiria esclarecimentos públicos sobre o caso e afirmou acreditar que informações contidas em aparelhos eletrônicos apreendidos do empresário envolvido nas investigações ainda poderão gerar novos desdobramentos políticos.

“Esse negócio do Banco Master vai pesar muito ainda para o PT da Bahia, porque ele começou aí”, declarou.

Valdemar acrescentou que somente uma investigação aprofundada ou uma eventual comissão parlamentar poderia trazer à tona novos elementos relacionados ao caso.

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