Após declarar voto em Bolsonaro, Angelo Coronel rejeita acusações de traição

Por Héber Araújo e Daniel Serrano
O senador e candidato à reeleição, Angelo Coronel (Republicanos), minimizou os resultados das primeiras pesquisas de intenção de voto para o Senado. O parlamentar afirmou que o cenário da disputa ainda está em aberto.
A declaração foi dada nesta quarta-feira (22), durante a convenção estadual do União Brasil, que oficializou a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia. O evento, realizado no Centro de Convenções de Salvador, também homologou a chapa majoritária da oposição, formada por ACM Neto, o próprio Angelo Coronel, João Roma (PL), candidato ao Senado, e Zé Cocá (PP), que disputará o cargo de vice-governador.
Questionado sobre os levantamentos em que aparece na quarta colocação, atrás de Rui Costa (PT), Jaques Wagner (PT) e João Roma (PL), Coronel disse que ainda é cedo para avaliar o desempenho dos candidatos ao Senado.
“Para a eleição de senador, pesquisa está muito cedo. Eu me lembro que, na eleição de oito anos atrás, eu tinha 9% faltando uma semana para a eleição. Todas as pesquisas aferiam que eu tinha 8%, 10%, 9%. Quando abriram as urnas foi para 35%. Então isso acontece em vários estados. Toda pesquisa para senador, só 11% estão dizendo em quem vão votar para o Senado”, afirmou.
“Então ainda está muito aberta essa eleição para senador. Vamos começar o trabalho quando abrir o programa eleitoral gratuito e esperamos ter argumentos para convencer o eleitor a votar na nossa reeleição”, acrescentou.
Declaração de voto em Bolsonaro
Durante a entrevista, Coronel também comentou as críticas que recebeu após declarar voto no senador Flávio Bolsonaro (PL) e rejeitou as acusações de traição feitas por aliados do PT.
“Olha bem, esse negócio de traição depende de quem ouve, depende de quem interpreta. Todo mundo sabia, desde a eleição de Jerônimo, que eu não participei da campanha, não me externei por questões partidárias, porque eu estava no PSD”, disse.
De acordo com o senador, o eleitor e os integrantes dos partidos devem ter liberdade para fazer suas escolhas políticas.
“Eu tenho minhas convicções. Se um presidente de partido vota com A, não tenho obrigação de seguir. Eu acho que é igual ao eleitor: tem que ter liberdade para escolher quem ele quer para governar o Brasil, governar a Bahia ou escolher para o Senado”, afirmou.
Defesa de Lula
Ao responder sobre sua relação com o PT, Coronel lembrou um episódio ocorrido quando presidia a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), ao promover uma sessão de desagravo em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante o período em que o petista esteve preso.
“Propus uma sessão de desagravo ao Lula como cidadão brasileiro que foi preso. Eu acho que você ser solidário a alguém que foi preso por questões políticas, que naquele momento não tinha um veredito de que era culpado ou não, era o correto. Como cidadão e como presidente da Assembleia, propus a sessão de desagravo ao Lula. Eu não me arrependo de ter feito”, concluiu.
























