Dilma autoriza ministro a discutir volta da CPMF, mas Levy descarta possibilidade
“A ideia é tirar da cobrança amplos setores da classe média. Não vai mais ter CPMF do jeito que era”, disse o ministro. A proposta é que a volta da CPMF seja para sustentar uma das bandeiras defendidas ontem no 5º Congresso do PT, que está sendo realizado na cidade de Salvador, na Bahia. O imposto, garante o ministro, deve incidir sobre os mais ricos.
A recriação da “nova CPMF” estaria entre as estratégias do PT para reconquistar o apoio da classe média. O imposto voltaria com a roupagem “moderna”, como imposto voltado para os mais ricos e tendo como objetivo a distribuição de renda. A CPMF seria uma das formas de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro negou a intenção “política” do tributo.
“Sou ministro da saúde do Brasil, e não do PT” , afirmou Chioro. “Acho importante porque sinaliza um debate para o Congresso Nacional. Fico satisfeito porque estamos tomando a dianteira nesse debate”. A CPMF, que foi extinta em 2017, durante o governo Lula, era conhecida como “imposto do cheque”.
Fazenda
Joaquim Levy, por sua vez, não se deteve a explicar o porque descartava a volta da CPMF. “Não há perspectiva”, indagou. Quando questionado se a possibilidade estava, ao menos sendo cogitada afirmou: “Eu não estou cogitando”.
Fonte: Diário de Pernambuco

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