A Embrapa e a ciência botam o Brasil no topo
“Nós alimentamos hoje no planeta 900 milhões de pessoas. Isso é quatro Brasis”
Celso Moretti, presidente da Embrapa, agrônomo, doutor em produção vegetal, jogou bons fluidos no ânimo do empresariado baiano no evento que a Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), puxado pelo presidente Ricardo Alban, programou para confraternizar no fim de ano.

Funcionário de carreira da Embrapa, Moretti diz que o Brasil saltou de importador de alimentos lá por 1970 para maior produtor mundial de alimentos. Tudo, segundo ele, graças à ciência.
— Em 1970, recebemos aqui o Norman Borlaug, agrônomo norte-americano que ganhou o Nobel da Paz, e ele nos disse que jamais iríamos fazer do cerrado, solos ácidos e pobres, terras produtivas. Em 2002, voltou aqui e disse: ‘Vocês conseguiram’.
Pilares
Moretti diz que o desenvolvimento se estabeleceu com dois focos: a tropicalização das plantas, como a soja que veio da China e hoje se planta em qualquer lugar; e o trigo, que é uma planta de inverno e se cultiva a qualquer tempo.
Tudo isso, segundo ele, com base no desenvolvimento científico em 43 centros espalhados pelo país com oito mil funcionários, 2.200 deles doutores com PhD ou pós-doutorado.
Outros focos são a produção sustentável e o tratamento de dejetos de animais. Os universos se ampliam.
— Nós alimentamos hoje no planeta 900 milhões de pessoas. Isso é quatro Brasis.
Uma das estrelas científicas que o agronegócio muito aplaude é a descoberta da bactéria rhizobium, que segura o nitrogênio nas raízes das plantas, transformando-o em amônia, fertilizante natural.
De quebra, suga o carbono que iria para atomosfera, tudo isso sem poluir. Segundo Celso Moretti, o Brasil economizou aí em torno de R$ 28 bilhões só em fertilizantes. É tudo joia.
























