A Universidade de Oxford é mais antiga  que o Império Asteca?  

A Universidade de quase mil anos é, desde os princípios sua fundação, uma grande referência

 

Giovanna Gomes
Universidade de Oxford

Universidade de Oxford – Divulgação

Universidade de Oxford é uma das melhores instituições de ensino e pesquisa do mundo, além de que é uma das mais tradicionais. Com quase mil anos de existência, Oxford é sempre uma enorme referência quando o assunto é produção de conhecimento e isso desde seus primeiros anos.

No atual contexto em que vivemos, destaca-se por ser uma das instituições que realizaram a importante tarefa de desenvolver imunizantes contra a Covid-19.

Oxford e os Astecas

Pode parecer estranho diante da nossa percepção de tempo, mas a universidade de Oxford é tão antiga que foi fundada antes mesmo da fundação do Império Asteca, que compreende a história de uma das civilizações mais conhecidas do continente americano.

Representação de Tenochtitlán – Crédito: Divulgação

 

De acordo com o Brasil Escola, os astecas eram um dos povos que, em torno do século 13, se estabeleceram no Vale do México.

Segundo as narrativas míticas, esses povos teriam partido de um local chamado Aztlán, provavelmente na região norte ou noroeste do país, em direção ao centro, conduzidos pelo deus Huitzilopochtli.

A capital asteca, Tenochtitlán, foi fundada apenas no ano 1325. Mais tarde, no século 16, os espanhóis liderados por Hernán Cortez, conquistaram a região, resultando na trágica história que já conhecemos.

A conquista de Tenochtitlán – Crédito: Wikimedia Commons

 

Fundação de Oxford

Conforme informado pelo site da Universidade de Oxford, não se sabe ao certo quando foi fundada a instituição, mas há evidências de que, desde 1096, já eram lecionadas aulas.

Foi a partir do ano de 1167, que teve início um grande processo de desenvolvimento, já que o rei Henrique II proibiu que os ingleses estudassem na Universidade de Paris. Não tardou muito para que Oxford se tornasse referência no meio acadêmico, tendo recebido elogios até mesmo de papas.

Para se ter ideia, no ano de 1190, Emo of Friesland se tornou o primeiro estrangeiro a estudar no local e, no século seguinte, começaram a ser criados dormitórios, que possibilitaram a permanência de muitos estudantes de outras localidades.

Estudantes em Oxford – Crédito: Divulgação

 

Contudo, durante séculos, mulheres não foram aceitas na instituição. Somente a partir de 1878, salas acadêmicas foram estabelecidas para grupos femininos, mas não havia reconhecimento da mulher como estudante. Elas somente passaram a ser admitidas como membros plenos no ano de 1920.

A partir de 1974, cinco faculdades que antes eram exclusivas para homens começaram a permitir o ingresso de mulheres, o que levou todas as outras a seguirem o modelo. Do mesmo modo, o St Hilda’s College, que uma instituição exclusivamente feminina, passou a admitir homens no ano de 2008, tendo sido a última faculdade de Oxford a adotar o sistema misto.

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