ACM Neto critica governo por acionar STF contra restrições na Bahia: ‘Reafirma o negacionismo’

“Lamentável, porque precisaríamos de um comando central para enfrentamento eficaz da pandemia”, disse o presidente do Democratas

Eduardo Dias
Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil- Luiz Felipe Fernandez/bahia.ba/edição bahia.ba
Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil- Luiz Felipe Fernandez/bahia.ba/edição bahia.ba

 

Após o governo federal acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra as restrições de governadores na Bahia, Distrito Federal e Rio Grande do Sul, alegando inconstitucionalidade, o presidente nacional do Democratas e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, criticou a medida tomada pelo presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “negacionista” e afirmou que “nada mudou no pensamento do poder central”.

“A decisão do Planalto de acionar o STF para impedir governadores e prefeitos de utilizarem a única ferramenta que neste momento pode conter a disseminação do coronavírus, e, portanto, evitar mais mortes e um colapso na saúde, mostra que nada mudou no pensamento do poder central. O governo federal reafirma o negacionismo. Não entende a gravidade do momento, logo, não poderá ajudar o país com soluções. Lamentável, porque precisaríamos de um comando central para enfrentamento eficaz da pandemia, com diretrizes únicas e ação incisiva para compra de vacinas”, escreveu Neto em seu perfil no Twitter.

Para o ex-prefeito, gestor algum fecha comércio de bom grado. Ele defende que as restrições são medidas extremas, para um contexto extremo, e faz um alerta para um possível colapso na saúde no Brasil.

“O contágio do vírus aumentou, está muito acelerado. Pessoas mais jovens estão adoecendo e permanecem mais tempo nos leitos. Equipes médicas estão esgotadas. Em breve faltarão medicamentos. Caminhamos para um colapso nacional. Sem as vacinas, que não foram providenciadas no tempo certo, o isolamento social se apresenta como única arma que temos, hoje, para salvar vidas e evitar o caos. Não temos escolha”, disse.

Neto diz ainda que que Bolsonaro em vez de ajudar, tenta transferir responsabilidades ao culpar o ex-ministro Mandetta, exonerado há quase um ano, por segundo ele, fazer o certo pela crise na saúde, além de culpar prefeitos e governadores pela crise econômica.

“Em vez de ajudar, o presidente tenta transferir responsabilidades. Tenta culpar Mandetta, exonerado há quase um ano por fazer o certo, pela crise na saúde. Tenta culpar prefeitos e governadores pela crise econômica, quando não apostou no único caminho para a retomada: vacinas. À revelia e em paralelo ao governo federal, há que se buscar uma ação conjunta dos demais entes federados e poderes, para evitarmos um colapso total da saúde no Brasil. Que se unam todas as forças políticas em favor da vida”, finalizou.

 

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