Adolescente é apreendido suspeito de envolvimento na morte de jovem na Bahia
Williams Nogueira, 28 anos, foi sequestrado após sair para celebração religiosa
Por Yan Inácio

Williams Nogueira foi encontrado morto em Simões Filho Crédito: Reprodução
Um adolescente de 16 anos, apontado como um dos autores do homicídio de Williams Nogueira dos Santos Silva, 28 anos, que teve o corpo abandonado em Aratu, em Simões Filho, foi apreendido na quarta-feira (19), na localidade de Ilha de São João, no município da Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Segundo a Polícia Civil, o menor foi encontrado em uma residência. Após passar por exame de corpo de delito, ele será encaminhado à Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), onde ficará à disposição da Justiça. A PC também informou que segue as buscas por outros suspeitos de envolvimento no crime.
De acordo com as investigações, no último sábado (15), traficantes invadiram o templo religioso em Simões filho onde Williams Nogueira estava e o sequestraram. Williams foi agredido e morto em uma área de matagal. Seu corpo foi encontrado na segunda-feira (17), em uma área de desova na região.
Antes de ser morto e ter o corpo abandonado no bairro de Aratu, em Simões Filho, Williams chegou a ser fotografado por seus assassinos. De acordo com informações de um policial, traficantes do Bonde do Maluco, que sequestraram a vítima apenas por ser morador do Nordeste de Amaralina, o obrigaram a fazer o sinal de 3 com as mãos em referência ao grupo. O CORREIO já mostrou em reportagem que pessoas sem qualquer envolvimento com o crime são mortas “pelo bairro onde moram”.
A morte do jovem gerou forte comoção no bairro. Pelas redes sociais, amigos, familiares e até pessoas que apenas conheciam Williams lamentaram a sua morte e a crueldade de toda ação criminosa.
“Meu primo era menino do bem, gentil, carinhoso e trabalhador. Ele não merecia tamanha covardia. Ele estava apenas prestando serviço para a religião dele, foi morto injustamente. Ele não era envolvido com nada. Era morador, nascido e criado no Nordeste de Amaralina. Ele foi vítima”, escreveu uma mulher que se identificou como familiar.


























