
No terceiro evento do grupo de oposição “Pernambuco quer mudar”, o deputado federal Bruno Araújo (PSDB) voltou a cobrar a paternidade pela liberação de recursos do governo do presidente Michel Temer (MDB) na gestão do governador Paulo Câmara (PSB).
Ex-ministro das Cidades de Temer, o tucano criticou, na avaliação dele, a falta de articulação do socialista com o governo federal para as agendas de interesse do Estado, como verbas para obras.
“Esse conjunto todo que não pode permitir que o governador pernambucano chegue em Brasília e não saiba quem procurar porque não tem o tamanho, a história, e a dimensão nacional que os governadores pernambucanos tiveram”, disparou, mencionando os ex-governadores tucanos Joaquim Francisco (PSDB) e João Lyra.

O parlamentar também citou o ex-governador Eduardo Campos em sua fala para comparar a relação que havia entre a gestão estadual e o governo federal durante o período em que Campos comandava o Palácio do Campos das Princesas. O governo do socialista foi alinhado ao segundo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2007-2010) e ao primeiro governo da ex-presidente Dilma Rousseff (2011-2014).
“Se o ex-governador Eduardo Campos teve um papel importante na história recente de Pernambuco, é porque conseguiu se utilizar lá e reconhecer a importância do governo federal teve em ajudar o Estado”, disse Bruno Araújo.
Durante o seu discurso, o ex-ministro criticou ainda o fato do governo Paulo Câmara ter comemorado a queda nos índices de criminalidade. Para o tucano, são “números vergonhosos” e não justificaria uma comemoração.
Bruno Araújo poderá disputar o Senado na chapa majoritária do grupo “Pernambuco quer mudar”, que lidera junto com os senadores Armando Monteiro Neto (PTB) e Fernando Bezerra Coelho (MDB); e o deputado federal Mendonça Filho (DEM). O tucano havia dito, em entrevista à Rádio Cultura de Caruaru, que “em qualquer circunstância” o seu partido estaria em uma das vagas na chapa majoritária.

























