China responde a críticas americanas sobre liberdade de imprensa
A China reagiu energicamente nesta sexta-feira (31) às críticas da Casa Branca, que questiona as “restrições” que Pequim impõe à liberdade de imprensa e sobretudo aos jornalistas estrangeiros.
O confronto entre Pequim e Washington acontece depois da saída de Austin Ramzy, correspondente do New York Times que foi obrigado a deixar a China por não ter obtido a renovação do visto.
O porta-voz do presidente americano Barack Obama, Jay Carney, afirmou que as medidas das autoridades chinesas “não respeitam a liberdade de imprensa” e “contrastam muito” com a forma como os Estados Unidos tratam os jornalistas estrangeiros.
“A China não aceita as acusações injustificáveis dos americanos e pede que respeitem os fatos e meçam sua linguagem e atos”, afirmou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Hong Lei, citado pela agência oficial Xinhua.
O comportamento de Washington deve ser “favorável aos intercâmbios (de jornalistas) e à confiança mútua entre os dois países”, completou.
O caso ocorre no momento em que o regime comunista é acusado de represálias contra os meios de comunicação ocidentais, como a agência americana Bloomberg e o jornal New York Times, que publicaram reportagens sobre as grandes fortunas de parentes de autoridades chinesas.
Ramzy é o terceiro correspondente do New York Times obrigado a deixar a China nos últimos 18 meses por falta de visto. (AFP)

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