Cirurgia realizada consegue preservar perna de paciente com tumor ósseo

Procedimento para preservar perna de paciente com tumor ósseo, chamado de plástica de rotação de Van Nes ou giroplastia, durou mais de 8 horas (Foto ilustrativa: Free Images)
Procedimento para preservar perna de paciente com tumor ósseo, chamado de plástica de rotação de Van Nes ou giroplastia, durou mais de 8 horas (Foto ilustrativa: Free Images)

Apesar de raros, os tumores ósseos são motivo de preocupação por dois motivos: a dificuldade do diagnóstico e a inexistência de medidas conhecidas que possam impedir o surgimento da doença. Uma cirurgia realizada no começo de dezembro no Hospital Esperança, no Paissandu, área central do Recife, conseguiu preservar a perna de um paciente diagnosticado com câncer ósseo no fêmur. O procedimento, chamado de plástica de rotação de Van Nes ou giroplastia, durou mais de 8 horas.

“Uma parcela significativa da sociedade não sabe que existe câncer nos ossos. É uma lesão rara, que corresponde a 2% dos tumores nos seres humanos”, explica o ortopedista oncológico Marcelo Souza, à frente da operação. O tumor ósseo já havia contaminado as partes moles do membro do paciente operado no Hospital Esperança. Usualmente, é feita a retirada do membro afetado. A giroplastia, no entanto, proporciona uma maior qualidade de vida para o paciente ao preservar a tíbia. “Aproveitamos a perna do paciente, que não tinha contaminação, e a trouxemos para o lugar da coxa”, explica o especialista.

O procedimento também contou com três auxiliares médicos, duas instrumentadoras e dois anestesistas. Uma particularidade da operação é que o pé é rotacionado para trás. Com isso, ele assume a função do joelho, permitindo o uso da prótese no membro inferior. “Se o pé fosse deixado pra frente, não seria possível o uso da prótese”, explica o Marcelo Souza.

Apesar de sua origem datar de 1939, a plástica de rotação de Van Nes ainda é um procedimento raro. “Após a recuperação, o paciente tem total autonomia de ir e vir, com uma capacidade de deslocamento muito rápida, sem uso de muletas ou bengalas”, avalia o ortopedista oncológico
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