Congresso da Sucesu debate educação no lockdown

Último dia do encontro da Sociedade de Usuários de Tecnologia abordou ainda os conceitos de sociedade líquida e segurança hibrida

Redação
Foto: divulgação
Foto: Reprodução/Sucesu-BA

 

Realizado este ano no formato virtual, o Congresso Sucesu 2020, da Sociedade de Usuários de Tecnologia foi encerrado neste sábado (1º) debatendo um tema que não poderia ser mais atual: a educação no lockdown. Conceitos como sociedade líquida e segurança híbrida foram abordados.Doutora em Ciências Empresariais e diretora-executiva da Nova SBE Formação de Executivos, Marta Pimentel, que apresentou foi a responsável pell: Next Generation Education.

“A história da humanidade vem sendo contada pelas empresas de tecnologia. Com o coronavírus, e o lockdown do mundo, ainda estamos em suspensão, tentando entender o que realmente está acontecendo”, declarou. Segundo a palestrante, com a evolução da neurociência é possível dizer que o nosso cérebro não distingue o que é real, de uma coisa que queremos muito que aconteça. E o processo de aprendizagem contínua surge como um antídoto contra o pânico e as notícias falsas, inerentes a esse tempo incerto.

A consultora na área de segurança e proteção de dados e doutoranda em Ciência da Informação (Ufba), Elba Vieira, abriu a apresentação com uma provocação filosófica: quem sou eu? Citando o filósofo polonês Zygmunt Bauman, que cunhou o termo ‘Sociedade Líquida’, ao analisar e definir as relações e comportamentos rápidos e fluidos do mundo contemporâneo, impactados pelo capitalismo globalizado.

” A indústria do entretenimento, como as plataformas de músicas, filmes e livros também têm usado intensamente as nossas escolhas, vontades e ideias imputados para montar o nosso ‘eu digital’”, concluiu.

A jornalista Silvana Bahia, co-diretora do Olabi, organização social com foco em inovação, tecnologia e diversidade, discutiu caminhos para a construção de uma sociedade mais igualitária. “Buscamos (no Olabi) a ideia de democratização. E entendemos tecnologia, muito mais como um meio, do que um fim. Pensando nos impactos do consumo da tecnologia, aliada à pesquisa da diversidade”, ressaltou.

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