Cunha vê proteção a Renan
No pedido de afastamento de Cunha, a Procuradoria-Geral da República identificou troca de mensagens de celular que mostram que o peemedebista teria atuado no Congresso em favor de interesses de empreiteiras e teria recebido valores por isso. Pelas apurações, projetos de lei do interesse das empreiteiras eram redigidas pelas próprias empresas que elaboravam o texto após “consultoria” do peemedebista. Os projetos eram, posteriormente, apresentados no Congresso por meio de jabutis em medidas provisórias.
Cunha disse que houve uma mistura no teor das mensagens e um vazamento seletivo sobre o seu caso. Questionado se achava que Renan estava sendo poupado, esquivou-se: “Não estou aqui para fazer comentário ou acusação a quem quer que seja”, disse. “Eu estou apenas te dando um fato, já que perguntaram sobre o Leo Pinheiro”, prosseguiu.
Uma das mensagens captadas mostra que Cunha teria cobrado pagamentos de R$ 1,5 milhão e de R$ 400 mil da OAS, após conversar sobre duas medidas provisórias, segundo a Procuradoria. A conversa é de outubro de 2012. No diálogo, o executivo da empreiteira questiona Cunha sobre um bônus na Medida Provisória 574, que teve o deputado Sandro Mabel (PL-GO) como relator.



























