Deputada critica ‘vício de assistencialismo’ e diz que ACM Neto tem chances em 2026

Para Rogéria Santos, a população, em muitos casos, não reconhece que políticas públicas básicas são direitos garantidos, e não favores

Otávio Queiroz
Foto: Reprodução/YouTube

 

A deputada federal Rogéria Santos (Republicanos-BA) avaliou que a força eleitoral do PT e de partidos alinhados à esquerda nos pequenos municípios baianos segue vinculada ao que ela descreve como um ciclo de assistencialismo. Em entrevista ao podcast Politiquestion, do bahia.ba, a parlamentar criticou a falta de autonomia econômica dessas cidades e afirmou que a população, em muitos casos, não reconhece que políticas públicas básicas são direitos garantidos, e não favores.

Segundo Rogéria, a fragilidade estrutural dos municípios abre espaço para práticas que, em sua visão, distorcem a relação entre gestores e moradores. “A gente lida com cidades sem desenvolvimento econômico, onde há pouca escolaridade, escassez de emprego e de renda. O problema maior é que grande parte da população não tem consciência de que tudo isso é direito”, afirmou. Ela acrescentou que essa combinação “acaba sendo transformada em moeda de troca”, perpetuando o que chamou de “vício de assistencialismo no seio da Bahia”.

O cenário eleitoral de 2026 também entrou na conversa. Rogéria defendeu que ACM Neto (União Brasil) reúne condições políticas e administrativas para liderar um novo ciclo no estado e romper a hegemonia petista nas urnas. Para a deputada, uma eventual candidatura do ex-prefeito de Salvador representaria, nas palavras dela, a oportunidade de reposicionar a gestão pública baiana.

“Neto é candidatíssimo e tem todas as possibilidades de vencer porque a Bahia precisa de gestão”, disse. A parlamentar argumentou que o estado demanda uma condução “com consciência transformadora”, capaz de destravar áreas estratégicas e elevar indicadores que, segundo ela, ficaram atrás de outros estados do Nordeste. “Estamos estagnados, enquanto lugares menores já ultrapassaram a Bahia em muitos aspectos”, concluiu.

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