Mesmo sendo filiado ao PSD, que é presidido nacionalmente pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, o deputado estadual Romário Diasdeclarou-se nesta quinta-feira a favor da renúncia do presidente Michel Temer para que haja eleições diretas em 2017.
Segundo ele, o presidente da República deveria renunciar imediatamente como forma de resolver a crise política no país.
“Ele é o grande obstáculo a todas as mudanças e o responsável por todos os problemas existentes hoje no país”, acrescentou.
“Como um governo que protagoniza o sistema de corrupção no país pode continuar? É insustentável. Defendo que sejam realizadas eleições gerais em outubro de 2017 e que haja o fim da reeleição, com o prolongamento de todos os mandatos de quatro para cinco anos”, acrescentou.
Disse também que “o Brasil está desgovernado” e que ninguém vai investir num país sonde não há comando, “onde as leis não funcionam e a corrupção impera”.
“O povo está triste, o país não se desenvolve, as empresas estão paralisadas, a sociedade está paralisada. Precisamos criar um pacto pelo Brasil, em que, unidos, possamos restaurar a normalidade e o crescimento econômico. Acredito que, só assim, poderemos voltar a crescer e a construir um país mais democrático e inclusivo”, declarou Romário Dias.
Já o deputado Lucas Ramos (PSB) defendeu a saída do seu partido da base de apoio do governo do presidente Michel Temer. Hoje, o PSB ocupa o Ministério de Minas e Energia através do deputado federal Miguel Coelho.
“O que vemos é um governo incapaz de estancar a sangria das contas públicas e que caminha a passos largos no aprofundamento da crise política. É urgente a saída dos socialistas da base do governo Michel Temer para que o PSB faça jus à sua história, à memória de Miguel Arraes e permaneça sintonizado com a vontade popular, contribuindo com o debate e apresentando soluções criativas para superação dos tempos de crise”, disse Lucas Ramos.



























