“É uma tática antiga do fascismo, do nazismo”, diz Padilha sobre relatório fake de auditor de Bolsonaro

Ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha é autor de PL que tramitará em Comissão Especial que tipifica como crime de responsabilidade fake news divulgadas por servidores públicos durante a pandemia

Ex-ministro da Saúde, o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) classificou como “tática fascista” o aparelhamento de órgãos públicos por Jair Bolsonaro (Sem partido) para produzir relatórios fakes para sustentar suas mentiras, como foi o caso do documento produzido pelo auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, sobre as mortes durante a pandemia.

“Essa é uma tática antiga desses governos fascistas, do nazismo, e que recentemente as pessoas da comunicação colocaram como a pós-verdade, para se disputar narrativas. Isso é muito grave quando se fala em saúde pública”, disse Padilha em entrevista ao Fórum Café na manhã desta quinta-feira (10).

O deputado é autor do PL 693/2020 que prevê penas mais duras para servidores públicos que divulgarem informações falsas sobre saúde durante períodos de emergência, como epidemias e pandemias (leia o PL na íntegra).

“O projeto transforma fake news sobre temas da saúde num período de pandemia, de emergência, feita por um agente público como crime de responsabilidade”, afirma Padilha, ressaltando que Jair Bolsonaro já cometeu crimes contra a vida e poderia, assim como o auditor do TCU que produziu o documento fake, ser enquadrado na Lei.

O PL recebeu na última segunda-feira (7) aval da Mesa Diretora da Câmara, que autorizou a constituição de uma Comissão Especial para debater o tema. Autor do projeto, Padilha é cotado para ser um dos membros e pode pegar a relatoria da comissão.

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