Em carta aberta, banqueiros e economistas exigem medidas efetivas de enfrentamento à Pandemia

A carta tem desde banqueiros como Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles, a ex-integrantes de diversos governos, que vai da Affonso Celso Pastore, que foi presidente do Banco Central do governo João Figueiredo, ao presidente do Banco Central do governo Michel Temer, Ilan Goldfajn.

Tem gente de mercado financeiro, como Luis Stuhlberger, e a economista que fez a formulação das ideias econômicas do candidato do PSOL à presidência, Laura Carvalho.

O ponto em comum é o diagnóstico de que a estratégia do Brasil está errada desde o início, não só não existe conflito entre o combate à pandemia com lockdowns, isolamento, medidas protetivas, como isso pode ter um custo menor na própria economia, do que permanecer no caminho que o atual governo tem se mantido.

Roberto Setúbal, ex-presidente do Banco Itaú.

Ontem, banqueiros, economistas e ex-ministros divulgaram uma carta aberta à sociedade pedindo medidas de combate à pandemia. Hoje (22), o grupo pretende enviar o documento ao Ministério da Economia e aos presidentes do Supremo Tribunal Federal, do Senado e da Câmara.

Na carta, o grupo afirma que o Brasil é hoje o epicentro mundial da Covid, que o quadro fica ainda mais alarmante com o esgotamento dos recursos de saúde, que a situação econômica e social é desoladora, que a contração da economia afetou desproporcionalmente trabalhadores mais pobres e vulneráveis. E que esta recessão, assim como suas consequências sociais nefastas, foi causada pela pandemia e não será superada enquanto a pandemia não for controlada por uma atuação competente do governo federal.

A carta lembra que a saída definitiva da crise requer a vacinação em massa da população. Que infelizmente, estamos atrasados. Que no ritmo atual, levaríamos mais de três anos para vacinar toda a população. E que impressiona a negligência com as aquisições.

Fonte: Blog Ricardo Antunes

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