Ao parar diante do campus, sem sequer desligar a moto, ele avisou que não precisava pagar. O que ele não esperava era que a atitude fosse vista por uma servidora da Secretaria da Educação da Bahia, que acompanhava o movimento de candidatos atrasados.
“A viagem foi R$ 5, mas você vai ganhar R$ 10 porque foi herói”, disse a servidora Luciana Silva, ao se aproximar para recompensar o motoboy. O gesto arrancou sorrisos e um breve alívio entre quem já se preparava para o barulho das portas se fechando exatamente às 13h.
Os minutos finais, sempre marcados por corridas, tropeços, mochilas balançando e gritos de “corre!”, ganharam nesta edição um retrato raro: o de que, por alguns segundos, a disputa contra o relógio virou uma prova coletiva.
O segundo dia do Enem
Assim como em todo o país, os portões da Uneb foram abertos ao meio-dia e fechados pontualmente às 13h. A partir desse momento, ninguém mais pôde entrar. A prova começou às 13h30 e reuniu 90 questões objetivas de Matemática e Ciências da Natureza — tradicionalmente o dia mais desafiador para a maioria dos estudantes.
No domingo anterior, 9, os candidatos enfrentaram questões de linguagens, ciências humanas e a redação, cuja proposta abordou as perspectivas sobre o envelhecimento na sociedade brasileira.




























