Próxima sexta-feira, dia 14, será lançado no Museu da Cidade do Recife o livro “O anticomunismo protestante e o alinhamento ao golpe militar” de autoria do historiador Paulo Julião da Silva.

A obra faz uma análise sobre as razões que levaram as Igrejas protestantes a mobilizarem os seus fieis no país inteiro para lutar como contra o “comunismo ateu” e, consequentemente, apoiar o golpe militar.
Uma das vítimas do golpe foi o então governador de Pernambuco, Miguel Arraes, que morreu exatamente há 10 anos (13/08/2005).
O lançamento contará com palestra do próprio Paulo Julião, a partir das 19h.
Ao estudar as relações entre a religião e a política no período que antecedeu o golpe militar, Julião mergulhou num período ainda pouco explorado pelos historiadores do protestantismo.
“Mesmo com o discurso anticomunista não sendo aceito por todos aqueles que faziam parte das igrejas evangélicas no período da ditadura, a perseguição à ideologia marxista foi uma constante por ser considerada ateia, materialista, contra os princípios bíblicos e democráticos.
Trabalhamos no sentido de perceber como o discurso religioso e o poder simbólico podem influenciar o comportamento de um grupo ou mesmo de uma sociedade”, afirma Paulo Julião, que possui graduação em Licenciatura Plena em História pela Fundação de Ensino Superior de Olinda (2004), especialização em História das Artes e das Religiões pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2006) e Mestrado em História Social da Cultura Regional pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2010).
Atualmente, cursa o Doutorado em História na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), desenvolvendo o seguinte projeto: “Protestantes e Católicos na Era Vargas: embates sobre questões religiosas, educacionais e políticas em Pernambuco”.




























