Manifestantes cobram respostas sobre repressão violenta da PM no Recife

Um grupo de pessoas fez um ato, nesta sexta-feira (4), cobrando respostas sobre a repressão da PM ao protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no Recife, que deixou vários feridos e dois homens sem parte da visão após serem atingidos por balas de borracha atiradas por policiais militares.

Com curativos manchados com tinta vermelha nos olhos, eles pediram justiça por Daniel Campelo e Jonas Correia de França, os trabalhadores agredidos, além da exoneração do secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, a quem a PM é subordinada.

O ato começou por volta das 11h, em frente ao Palácio da Justiça, sede do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e próximo ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. Eles questionaram quem deu a ordem para que o ato do sábado (29) fosse reprimido. Uma faixa com a frase “quem deu a ordem?” foi levado ao local.

Também nesta sexta-feira, o novo comandante da Polícia Militar, José Roberto de Santana, tomou posse em meio às investigações sobre a ação da corporação. Oito policiais foram afastados, um deles identificado como o autor do disparo contra Jonas de França. Também é apurada uma possível omissão de socorro a Daniel Campelo.

Manifestantes nesta sexta-feira (4) fazem ato em frente ao Palácio da Justiça, no Centro do Recife, cobrando quem deu a ordem para reprimir protesto pacífico no sábado (29) — Foto: Pedro Alvos

Os manifestantes também gritaram palavras de ordem pedindo a aceleração da vacinação contra a Covid-19, que, inclusive, era uma das pautas do protesto do sábado, junto com o impeachment de Bolsonaro.

“Estive na manifestação pacífica contra Bolsonaro, quando houve o ataque contra o povo que estava lá, que não estava reagindo de forma nenhuma, que estava distanciado, usando álcool em gel e se prevenindo contra a Covid. Pedíamos vacina e fomos recebidos com bombas e balas de borracha. Queremos saber quem deu a ordem para atacar”, afirmou o agricultor Leandro Pereira, um dos participantes do ato.

Os manifestantes bloquearam uma faixa da rua onde fica a Praça da República, mas mantiveram o caminho livre para os carros. Alguns motoristas que passavam pelo local buzinavam e gritavam em apoio à manifestação.

Fonte: Blog Ricardo Antunes

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