Manter a Frente unida em 2020 só com mágica

No governo de Jarbas Vasconcelos (1999-2006) foi inaugurada uma prática política em Pernambuco que não existia nos governos anteriores: líderes políticos do interior, de um lado só, salvo raras e honrosas exceções. Assim, o governador passou a ser apoiado na grande maioria dos municípios pelos “dois lados”, ou seja, pelos dois grupos políticos que se revezavam na disputa pelo controle do poder local. Até em Petrolina isso aconteceu com o deputado Osvaldo Coelho e o então prefeito Fernando Bezerra, então adversários em âmbito municipal, juntos com o governador.

No governo de Eduardo Campos essa prática adesista foi ainda mais forte. Chegamos ao ponto de ter todos os prefeitos pernambucanos aliados ao governo estadual, à exceção de um: Júlio Lossio, então prefeito de Petrolina. Em 2014, a tropa de Eduardo Campos migrou para o palanque de Paulo Câmara, de modo que não houve alterações no jogo das alianças no interior. Em 2016 o PSB elegeria 70 prefeitos, sendo que a maioria dos candidatos derrotados permaneceu “governista”. Agora, Paulo Câmara terá que fazer malabarismos para segurar essas alianças, porém é inevitável que haja defecções em 2020 pela simples e óbvia razão de que não cabe todo mundo de um lado só. Casos com o de Caruaru,  por exemplo, onde o Governo do Estado tem o apoio de quatro correntes, talvez não se repitam mais. (Inaldo Sampaio)

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