Em sua edição de 1/4/1970, há 50 anos, o @OGlobo_Esportes divulgava a Seleção Brasileira eleita numa pesquisa realizada no Rio: Félix, C. Alberto, Brito, Fontana e M. Antonio; Gérson e Rivelino; Jairzinho, Tostão, Pelé e Edu. “Copa’70 – The Dream Team”. Em breve.
Há quase 50 anos o Brasil encantava o mundo, conquistava a Copa do Mundo no México e levava para casa a Taça Jules Rimet definitivamente. Em tempos de isolamento social e escassez de eventos esportivos, um perfil no Twitter faz uma retrospectiva da campanha do time considerado por muitos o melhor da história. Jornalistas apaixonados pela seleção da Copa de 1970 utilizam as ferramentas digitais atuais para remontar uma época em que tudo era analógico. Enquanto isso, o SporTV começa a reprisar, de terça a domingo, sempre às 19h, a campanha que levou o Brasil ao tricampeonato.
Ao longo da semana será possível rever as seis partidas da seleção no primeiro mundial transmitido “ao vivo e em cores”. Paralelamente, o perfil “Brasil 70” começou a remontar no Twitter o percurso do time, indo mais a fundo na história, desde a convocação de João Saldanha até a grande final do dia 21 de junho.
— Eu, que sempre fui “Pelésista”, fiquei chocado que tinha pessoas, na mídia e na torcida que não queriam a titularidade do Rei do futebol — disse Luiz Veloso, 62 anos, jornalista que participa do projeto.
Ao longo do processo de pesquisa, que tem como objetivo a publicação de uma série de podcasts, eles descobriram histórias inusitadas, que queriam ser compartilhadas com a nova geração. A página publica diariamente recortes de jornais da época, correlacionando o futebol aos acontecimentos no país.
— Está sendo um exercício saboroso e divertido relembrar e descobrir todas essas coisas. Nossa memória é seletiva, eu era um menino de 12 anos na época — recorda Veloso.
José Inácio Werneck tinha 33 anos e cobriu a Copa de 1970 pelo “Jornal do Brasil”. Atualmente com 82 anos, ele encabeça o projeto, que conta com mais dois colaboradores e pretende produzir conteúdo em inglês.
Através dos registro da época, o grupo relembrou a conturbada saída de Saldanha para a chegada de Zagallo e a lesão no olho de Tostão, que quase deixou o atacante fora do Mundial.
Em 31/3/1970 o @OGlobo_Esportes informava que o então advogado e empresário de @Pele, Mário Raimondini, admitia que o Rei poderia ser contratado por um clube mexicano após a Copa. Seu contrato com o @SantosFC terminaria em julho. “Copa’70 – The Dream Team”. Em breve. #mexico70
— Estamos procurando criar dia a dia, desde o início desse ano, o que foi aquela campanha, muito tumultuada pela troca de técnicos. Achei interessante reconstruir essa época para o público de hoje, principalmente agora que o mundo vive uma situação muito estranha, sem nenhum esporte — disse Werneck, se referindo à pandemia do coronavírus, que paralisou os campeonatos ao redor do mundo.
A digitalização dos acervos facilitou muito a vida dele, que estava acostumado a mergulhar nas páginas dos jornais em que trabalhava. Trabalhando de casa em meio à quarentena, Werneck se adaptou às novas tecnologias ao longo dos 58 anos de carreira:
— Nunca fui um expert em tecnologia, mas fui me adaptando pela necessidade. As pessoas hoje em dia não têm ideia de como era difícil fazer jornalismo naquela ocasião. A gente tinha que passar a notícia por telegrama ou por telex. Sou do tempo da máquina de escrever, mas hoje uso todas as redes sociais.
Os podcasts estão programados para entrar no ar durante o período em que a seleção esteve em solo mexicano, de 15 de maio a 21 de junho, e conta com entrevistas com personagens daquele título, como Zagallo, Carlos Alberto Torres, Rivellino, Pelé e Carlos Alberto Parreira.
O EXTRA apurou que mais ações aconteceriam ao longo do ano em comemoração aos 50 anos do tricampeonato, inclusive relacionadas ao lançamento do novo uniforme da seleção, inspirada na de 1970. Procurada, a Nike, fornecedora de material esportivo da CBF, disse que “o lançamento das novas camisas da seleção brasileira para a temporada respeitará os acontecimentos do país e a volta à normalidade do calendário do futebol brasileiro e sul-americano.”


























