Como estará agora a cabeça do ex-presidente condenado, de volta ao quarto onde cumpre o primeiro de 25 anos? Depois de um dia com a tristeza da perda do neto, mas também o gostinho efêmero da liberdade e dos aplausos? Para todos os que mexem com o que é público pensarem.
Alexandre Garcia insinua que Lula pode estar feliz com a morte do neto

Alexandre Garcia e Eduardo Bolsonaro: unidos pela politização de uma tragédia pessoal. (Foto: reprodução)
O Carnaval do jornalista Alexandre Garcia parece estar sendo dedicado a criar polêmicas no Twitter. Depois de falar de forma infeliz sobre uma suposta contradição entre a distribuição de preservativos e o combate ao assédio, ele resolveu comentar também sobre um caso que comoveu pessoas de todos os espectros políticos, o da morte de Arthur, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para Alexandre, Lula pode estar feliz com o que ele aponta como “gostinho efêmero da liberdade e dos aplausos”. A “liberdade” referida foi durante todo o tempo vigiada por centenas de policiais federais e militares e, descontando os trajetos, apenas nos aeroportos e no cemitério em que Arthur foi velado.
Já os aplausos foram tímidos, tendo em vista que o próprio Partido dos Trabalhadores não incentivou a presença de militantes políticos no local. Apenas figuras do partido que possuem relação mais pessoal com Lula, como Dilma Rousseff e Fernando Haddad, foram prestar solidariedade ao líder petista.
O jornalista ainda aponta que o ex-presidente cumpre “o primeiro de 25 anos” de pena no “quarto” da sede curitibana da Polícia Federal. Ele de fato está condenado por esse período, mas a lei atual prevê progressão de regime em inúmeras circunstâncias, sendo um benefício concedido mesmo para os detentos que cometem crimes hediondos. Soa pouco razoável imaginar que Lula não teria direito igual conforme atinja as porcentagens de cumprimento determinadas na legislação.
A politização de Alexandre sobre a morte do pequeno Arthur, de 7 anos, repete o que Eduardo Bolsonaro, filho de Jair, havia feito na mesma rede social. Garcia inclusive chegou a tietar o deputado federal durante a posse presidencial (foto acima), o que mostra a afinidade entre eles.
Para Eduardo, a despedida do presidente ao neto vitimado por uma meningite é absurda, classificando a decisão como algo que “deixa o larápio em voga posando de coitado”.
A frase foi imensamente repudiada, inclusive pelo pastor Silas Malafaia, notório comprador de horários na televisão e também aliado do governo Bolsonaro.
A fala de Alexandre igualmente foi mal recebida, sendo taxada com adjetivos pouco elogiosos na rede social.
































