Operação encurrala grupo criminoso vinculado ao CV que intimida empresas provedoras de internet em cidades da RMS; assista

Grupo atuava com ameaças e cobranças ilícitas, prejudicando a concorrência e serviços essenciais à população local  |   Bnews - Divulgação Divulgação | PCBA

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Uma organização criminosa vinculada ao Comando Vermelho (CV), que atua de forma estruturada para exercer controle territorial e econômico sobre a prestação do serviço de internet na cidade Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), entrou na mira das forças de segurança.

Nesta quarta-feira (11), sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Dias D’Ávila, Lauro de Freitas e Camaçari, durante a ‘Operação Território Livre’, que investiga o grupo. Segundo o Ministério Público, o bando atuava mediante ameaças, intimidações e cobranças ilícitas impostas a provedores locais, restringindo a livre concorrência e interferindo no funcionamento regular de serviço essencial à população.

“A organização criminosa operava com estrutura hierarquizada e divisão definida de tarefas. O núcleo de liderança, exercido por indivíduo que se encontra foragido da Justiça e possui mandados de prisão em aberto, seria responsável por determinar as diretrizes gerais da atividade ilícita, impor regras aos provedores e autorizar o uso de violência e intimidação como forma de coerção. Mesmo sem localização conhecida, o dirigente mantinha influência direta sobre a execução das ordens por intermédio de integrantes que atuavam como operadores do esquema”, detalhou o MP.

Ainda conforme informações divulgadas pelo órgão, os demais níveis hierárquicos identificados desempenhavam funções operacionais e financeiras, incluindo a coordenação das cobranças ilegais, o contato com as vítimas para transmissão de ameaças, a coleta e o repasse de valores obtidos e a manutenção da engrenagem econômica necessária à continuidade das atividades ilícitas. “A investigação apura ainda o envolvimento de pessoas ligadas ao setor de prestação de serviços de internet que repassariam parte dos lucros à organização criminosa, contribuindo para sua manutenção e fortalecimento”.

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