Opinião: Medida inócuas
Opinião
A pandemia em crescente é uma realidade terrível no mundo, no País e, particularmente, em Pernambuco. No ensejo de reduzir os seus efeitos e prevenir vidas, o Governo do Estado apelou, primeiro, para o toque de recolher em três regiões mais afetadas, depois estendeu a todo o Estado com cara, na verdade, de lockdown.
Lá atrás, quando as UTIs estavam lotadas, o governador Paulo Câmara fechou tudo, recorrendo ao primeiro lockdown. Pelo histórico, nada resolveu. Foi o período mais acentuado de mortandade no Recife, Região Metropolitana e no Interior. Uma prova, vale a ressalva, de que lockdown não resolve. O Governo está mais perdido nessa batalha do que cego em tiroteio, recorrendo a um ditador popular.
Algumas medidas recentes em vigor são ridículas, não levam a nada. Uma delas é o fechamento de parques e áreas públicas nos fins de semana, deixando-os à disposição do público normalmente ao longo de toda a semana. Ora, quer dizer que na visão do governador e da sua equipe covid só se transmite nos parques aos sábados e domingos!
O que o Governo precisa fazer, não faz: aumentar, por exemplo, a frota de ônibus à disposição do público, para evitar as grandes aglomerações em transportes urbanos. O secretário Pedro Eurico (Justiça e Direitos Humanos), passando atestado de que é um lunático, chegou ao cúmulo de dizer diante das câmaras da TV-Globo que o vírus da morte não se transmite em ônibus super lotados. Um vexame, saia justa na abordagem da jornalista Bianka Carvalho.
Na verdade, nunca viu tamanha incompetência de um Governo. O que se faz por aqui, para ser mais preciso, é cópia mal feita de outros Estados, como a Bahia e o Ceará. Lockdown, repito, não resolveu nem resolve. O que faz é gerar desemprego e endividar a população. Se o Governo é tão rápido em decisões tão esdrúxulas, deveria ser igualmente eficiente na decretação de medidas sociais para minorar os efeitos da pandemia. O desemprego se agiganta, mas as contas de luz, água, taxas imorais e impostos não são suspensas pelo Governo, nem tampouco postergadas para o período pós-pandemia.
Por: Magno Martins


























