Ou caem todos ou salvam-se todos

O departamento criado pela Odebrecht para subornar políticos em troca de apoio foi criado há mais de 20 anos

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A delação premiada do ex-diretor da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, atinge diretamente 51 políticos de 11 partidos, dentre eles o presidente Michel Temer, os senadores Aécio Neves e José Agripino, os ex-governadores Jaques Wagner e Anthony Garotinho e os ministros José Serra, Moreira Franco e Eliseu Padilha. Em que tudo isso dará ainda não se sabe. Mas já se tendo conhecimento de que a Odebrecht, desde a Constituinte, instituiu no âmbito da empresa um “Departamento de Operações Estruturadas” para subornar políticos em troca de apoio para os seus negócios, o mais provável é salvarem-se todos em vez do “que se vayam  todos” que se viu na Argentina em 2001. Mesmo porque, além de ser muito difícil a comprovação de que todos os recursos eram de origem ilícita, o procurador Rodrigo Janot ainda quer saber como se deu o vazamento da delação, que precisa também ser homologada pelo ministro Teori Zavascki.

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