Liderados pelo Professor Andreas L. Lopata, a equipe tem investigado se a enguia japonesa cultivada (unagi) — um ingrediente popular em uma variedade de pratos, incluindo sushi — poderia ser um fruto do mar mais seguro.
Eles cultivam células de enguia e então analisam 12 tipos de alérgenos de peixes reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde e pela União Internacional de Sociedades Imunológicas.
“Basicamente, você pega células-tronco do peixe, cultiva-as em cultura de tecidos até o tamanho comestível, e todos nos disseram que seria basicamente o mesmo que o peixe normal, incluindo quaisquer riscos de alergia. Em vez disso, encontramos riscos diminuídos, incluindo uma redução de até 1000 vezes do alérgeno predominante em peixes, a parvalbumina, e tudo isso sem manipulação nem modificação genética”, afirma o pesquisador.
Os níveis de alérgenos presentes nos peixes cultivados em células foram tão baixos que surpreenderam a equipe. Eles também têm trabalhado com crianças alérgicas a peixes ósseos para descobrir se a enguia cultivada também é segura na prática.
“Temos um banco de dados de mais de 100 crianças com alergias confirmadas a peixes e demonstramos que há muito pouca ou nenhuma reatividade aos alérgenos de peixes conhecidos nos peixes cultivados em células”, disse Lopata.
A alergia a frutos do mar afeta cerca de 1% da população, mais comumente em adolescentes e adultos (embora crianças também possam ser afetadas). Lopata, agora, espera que os resultados de sua pesquisa possam ser usados, para que em um futuro próximo, essas pessoas alérgicas possam comer esses alimentos sem sentir incômodos.