Em outubro deste ano, Fernando foi surpreendido enquanto trabalhava em um hotel na Avenida Maria Quitéria, cidade que fica cerca de 115 km de Salvador. Câmeras de reconhecimento facial o reconheceram como foragido e os policiais cumpriram o mandado de prisão que foi emitido, há quatro anos, em seu nome, mas que, na realidade, deveria ter sido expedido em nome de Raimundo Barros dos Santos.
De acordo com o advogado de Fernando, Eleonardo Alves, Raimundo se apresentou como Fernando durante sua detenção em 2015 por furto qualificado. Alegando não ter documentos e ser analfabeto, Raimundo assinou os papéis de forma precária, fazendo com que o processo continuasse erroneamente como se Fernando fosse o verdadeiro réu. As informações são do G1.
Após a prisão de 2015, Raimundo obteve liberdade provisória, mas o processo seguiu tramitando com o nome de Fernando, que acabou sendo considerado foragido. Em 2019, foi emitido um mandado de prisão preventiva, cumprido somente em 2025.
“Cheguei no hotel e me deram voz de prisão. Não me deixaram falar nada. Me levaram para a delegacia do Sobradinho. Lá, o policial me chamou de bandido, ladrão. Eu disse que não era ladrão, que sou pai de família. Mostrei minha mão suja de tinta”, disse Fernando em entrevista à TV Subaé.
Após ser preso, o caso de Fernando passou por revisão detalhada. O laudo pericial do Instituto de Identificação Pedro Mello, produzido em 2015, deixou claro que o homem detido em Salvador não era ele, mas sim Raimundo Barros dos Santos. Reconhecendo o engano, a Justiça da 15ª Vara Criminal de Salvador determinou sua soltura, que ocorreu apenas no dia 3 de novembro, no Complexo do Sobradinho, corrigindo um erro que se arrastava há anos.



























