Polêmica sobre fechamento de matadouro em Petrolina e abate em Juazeiro
Ação Popular
O fechamento oficial do matadouro municipal de Petrolina causou grandes transtornos para os marchantes que não aceitaram de forma alguma, que o abate de animais seja realizado em Juazeiro/BA. Entre outros argumentos está o de que pagarão mais impostos, o que encarecerá o preço da carne ao consumidor final em Petrolina.

Para o açougueiro, Josenilson Souza, a decisão do fechamento colocará em risco a saúde dos consumidores. “O Poder Público fechou o matadouro alegando questões como saúde pública e higiene, quando o seu fechamento pode acarretar a proliferação de abates clandestinos de animais para consumo humano, como já foi visto inúmeras vezes aqui, muitos açougueiros quando encontram um cachorro gordo abatem e vende nas feiras como carne de bode e a população compra sem saber”, denunciou.
“Eles querem suspender o abate de bovinos e deixar caprinos e suínos. Mas, sabemos mesmo que a intenção é vender o terreno para fazer um condomínio. Os custos para abate na cidade de Juazeiro são muito superiores aos praticados em Petrolina, além do custo adicional do transporte entre as duas cidades, que será repassado ao próprio abatedouro. Esses custos vão refletir no valor da comercialização dos produtos de origem animal que forem abatidos na cidade de Juazeiro, elevando o seu custo, gerando um desequilíbrio entre os preços praticados pelos supermercados e os produtos comercializados nas feiras livres ”, relatou.
Josenilson disse ainda que é inadmissível os petrolinenses consumirem carnes expostas em cavaletes. “Uma cidade que é conhecida como terra da irrigação passar por uma situação dessas, as câmeras frias todas desativadas nas feiras livres de Petrolina e as carnes sendo expostas em cavaletes, é inadmissível”.
Por sua vez, o presidente da Associação dos Feirantes da Areia Branca, Eliezer Lopes de Barros, reforçou o que Josenilson disse afirmando que sem a inspeção que saía do matadouro, os petrolinenses correm a todo custo o risco de comer ‘até carne de gato e cachorro’. “O abate clandestino vai crescer dentro de Petrolina, e não só em relação a caprino, ovino e suíno. Os bovinos também. A partir do momento em que o animal não é inspecionado, a gente pode comer carne de animal doente e até de gato e cachorro”, disse.
Após fechar o diálogo de vez com os marchantes e mandar a Guarda Municipal interditar o Matadouro de Petrolina – ação recomendada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o prefeito Julio Lossio se manifestou sobre o assunto e disse que o abate realizado em Juazeiro (BA) vai trazer mais segurança para os consumidores petrolinenses. Lossio disse também que não acreditar nessa história de que, sem a inspeção que saía do matadouro, os petrolinenses correm o risco de comer “até carne de gato e cachorro”.
“Esse negócio de carne de cachorro, carne de gato é apenas para intimidar a população. Nós estamos realizando o abate em Juazeiro, onde realizamos reunião com uma cooperativa de caprinos e ovinos. Enfim, nós queremos a sanidade do abate. Isso [o fechamento do matadouro] foi definido após várias reuniões com o Ministério Público”, afirmou Lossio.
Por fim, ele garantiu que o Matadouro de Petrolina não tinha licença sanitária e que a população corria sérios riscos de saúde, caso continuasse consumindo carnes oriundas de animais abatidos no local. “Se você fizesse uma visita ao matadouro, você ia ver o risco que a população estava correndo, pois não tinha licença sanitária. Foi por isso que o Ministério Público entendeu que tinha que ser embargado. O risco existia quando o abate era realizado naquele abatedouro. Nós temos imagens que aquele matadouro não tinha a menor condição sanitária”, finalizou.
Com informações de Waldiney Passos

























