
Até a última sexta-feira (14), dos 4,2 milhões de vacinados com 80 anos ou mais, somente 2,4 milhões receberam a segunda dose da CoronaVac, ou seja, 57%. Isto significa dizer que 43% dos idosos acima dos 80 anos não receberam a segunda dose.
Os dados fazem parte de um levantamento do Metrópoles, com base em informações divulgadas na plataforma LocalizaSUS, canal de transparência do Ministério da Saúde.
Outros públicos convocados depois do início da campanha também não concluíram ainda a imunização com a segunda dose, como as pessoas entre 70 e 79 anos – em média, 30% ainda não receberam o reforço.
Na última semana, 1.142 cidades enfrentaram dificuldades para aplicar a segunda dose, de acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM). Além da escassez do insumo, a baixa procura de parcelas dos grupos prioritários também prejudica o panorama.
“A Coronavac é a vacina esperada por 92% dos municípios que relataram a falta de imunizante para concluir o esquema vacinal daqueles que já tomaram a primeira dose”, frisa a entidade municipalista.
O Ministério da Saúde determinou, em abril, que as secretarias estaduais de Saúde aplicassem o maior volume possível de doses, sem guardar reserva técnica para o reforço. A pasta tomou a medida confiando que receberia lotes maiores de doses ao longo das semanas seguintes, o que não aconteceu.
O que diz o ministério
De acordo com o Ministério da Saúde, a entrega de doses obedece às previsões de entrega dos laboratórios.
“Essas recomendações são divulgadas nos Informes Técnicos, que orientam o percentual que deverá ser administrado como primeira e segunda dose para que os intervalos sejam respeitados”, explica a pasta, em nota.
O Ministério da Saúde começou a distribuição de mais 999,4 mil doses da Coronavac, na última sexta-feira (14), produzida pelo Instituto Butantan — a última antes da paralisação por falta de insumos para a produção.
O lote, segundo o governo, é destinado para ajuste no esquema ou continuidade do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.
“As unidades federativas poderão utilizar o quantitativo para segunda dose, para completar os esquemas vacinais, ou para seguir com a vacinação de grupos prioritários, desde que façam a reserva para a segunda dose”, adianta a pasta.
Com informações do Metrópoles























