No vídeo, usando a bandeira do Brasil presa ao corpo, a professora de redação Josete Biral faz continência e, em seguida, o gesto nazista em sala de aula.
No Brasil, a saudação é proibida por lei e se categoriza como incitação ao ódio. A legislação brasileira prevê pena de até três anos de prisão para quem “aprovar, glorificar ou justificar” o regime nazista.
O colégio informou que não compactua com a atitude da professora, que atuava há quase duas décadas no local. Confira a nota:
“Em respeito a nossa comunidade escolar, Pais, Alunos e a todos que interesse tiverem sobre o ocorrido com uma de nossas professoras da 3ª Série do Ensino Médio, afirmamos que não compactuamos e não concordamos com a postura da Professora e também repudiamos qualquer manifestação alusiva ao teor do vídeo.
O Colégio Sagrada Família em Ponta Grossa – PR tem uma história pautada pela lisura em suas ações e respeito à comunidade, por isso repudia ações que venham a ferir os valores da vida, da moral e da ética.
Bem como, em relação à funcionária envolvida nos fatos, por se tratar de questão “interna corporis”, foram tomadas as medidas cabíveis ao caso.”
Em suas redes sociais, o Instituto Brasil-Israel comentou o caso:
“Vemos com imensa preocupação o caso da professora que reproduziu a saudação nazista em uma escola em Ponta Grossa, no Paraná. O caso exemplifica os alertas de que as ocorrência neonazistas têm crescido no Brasil nos últimos anos,seja contra judeus ou outros grupos, como negros e pessoas LGBTQIA+.
Não podemos normalizar situações como essa, mesmo que sejam exceções, o processo de aceitação, sem qualquer punição, faz com que mais pessoas se sintam à vontade para cometer o crime de apologia ao nazismo.
No caso da escola, a diretoria sequer expôs qual seria a punição da professora, apenas disse não compactuar com a atitude. É preciso tomar medidas mais duras para frear a ascensão do neonazismo.”



























