PT já fala em candidatura de Alckmin para governador de São Paulo

A articulação está sendo posta em prática por lideranças no PT em Pernambuco

Personagem do meu podcast de estreia, na próxima quarta-feira, direto de Brasília, numa parceria do meu blog com esta Folha, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que já governou São Paulo em quatro oportunidades, começa a ter seu nome especulado para entrar na disputa, mais uma vez, pelo Governo paulista, nas eleições de 2026.Segundo reportagem do jornal O Globo, lideranças petistas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciaram uma articulação para convencer o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a disputarem a eleição em São Paulo no próximo ano. Ambos, porém, resistem.

O plano, segundo o jornal, é ter Alckmin concorrendo ao Executivo para aproveitar o seu recall de ter governado o estado por quatro vezes, enquanto o titular da pasta responsável pela condução da economia tentaria uma das vagas ao Senado. Na avaliação desse grupo, não há outro nome além do atual vice-presidente que possa fazer frente a Tarcísio de Freitas (Republicanos), possível candidato à reeleição.

Caso entre na disputa, Alckmin, na visão dos petistas, não seria favorito, mas poderia alcançar um patamar de votação próximo ao de Haddad em 2022, quando o ministro concorreu a governador. O vice-presidente venceu três eleições no Estado, em 2002, 2010 e 2014 (em 2001, era vice e assumiu após a morte de Mário Covas).

Para lideranças do PT, um palanque forte no maior Estado do país é fundamental para Lula, caso o presidente decida mesmo tentar um novo mandato. Sem Alckmin, os petistas dizem que há um risco de uma vitória de Tarcísio no primeiro turno, com votação superior a 70% — por enquanto, a hipótese de o atual governador concorrer a presidente não é considerada no PT.

Uma derrota acachapante na corrida estadual poderia prejudicar Lula e inviabilizá-lo na disputa nacional. No segundo turno de 2022, o presidente e Haddad tiveram praticamente o mesmo percentual de votos válidos no estado. Lula ficou com 44,76%, enquanto o postulante ao governo teve 44,73%. Os paulistas são 22% do eleitorado nacional.

Além de garantir um palanque, a entrada de Alckmin na disputa significaria uma solução para liberar o posto de vice da chapa de Lula. A vaga é considerada fundamental para atrair o MDB para a aliança. O governador do Pará, Helder Barbalho, vê com bons olhos ser o parceiro de chapa do atual presidente, e os petistas o consideram favorito ao posto.

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