Raquel empacou. Não sai do lugar!  

Por Magno Martins

Saiu ontem mais uma pesquisa, desta vez Big Data-CNN, apontando o prefeito do Recife e pré-candidato do PSB a governador, João Campos, mantendo uma dianteira de 30 pontos ante a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição. Os números ratificam outros levantamentos e confirmam um cenário sem novidades em termos de reação por parte da governadora.

E olha que Raquel tem investido maciçamente em propaganda na TV, no rádio e nos veículos on-lines! E, incrivelmente, não sai do estágio nas pesquisas desde que completou o primeiro ano de gestão. E não reage apenas eleitoralmente, nas sondagens de intenção de voto. Igualmente, permanece com baixos índices de avaliação positiva do seu governo.

Marqueteiros tarimbados costumam dizer que gestores que não conseguem avançar na aprovação popular, permanecendo abaixo de 60% de ótimo e bom, dificilmente logram êxito na reeleição. Raquel está fechando o seu terceiro ano e se a eleição fosse hoje levaria uma surra eleitoral de João acima de 1 milhão de votos, com uma discrepância acentuada na Região Metropolitana.

Eleição nenhuma se decide na véspera, depende do seu curso. A própria governadora não iria nem ao segundo turno, mas a fatalidade da morte do marido no dia da eleição, ao raiar do sol, gerou um impacto tão grande entre os pernambucanos que a colocou no segundo turno. Foi eleita, sem dúvida, pela comoção popular, da mesma forma como se deu com Paulo Câmara, içado pela morte de Eduardo Campos.

Os cenários de hoje, entretanto, são de extrema dificuldades para a governadora. Há um sentimento por parte da população de que faz um governo pífio, tanto pelo seu estilo arredio e autoritário quanto pela falta de uma equipe competente. Governa devagar, quase parando. Não há excelência em absolutamente nada, em nenhum dos setores, principalmente na saúde, que está um caos, a começar pelo Hospital da Restauração, incluindo todas as unidades regionais de emergência, como o de Arcoverde, que agoniza.

Há tempo ainda para ela dar a volta por cima e se firmar, convencendo a população do que prega as suas peças de campanha, que “vendem” um Pernambuco de mudanças? Tudo leva a crer que não. As eleições serão em outubro, daqui a dez meses, com um janeiro de férias, um fevereiro de carnaval e um março que antecede a pré-campanha.

QUASE METADE REJEITA – Outro dado preocupante para a governadora: sua rejeição continua altíssima. Pela pesquisa do Big Data, é campeão. Quase metade dos pernambucanos não votariam nela de jeito nenhum, exatamente 46%, enquanto a rejeição a João Campos é de 28%. O maior percentual dos eleitores desapontados com Raquel se concentra na Região Metropolitana, onde o prefeito se situa com percentuais de intenção de voto acima de 75% e ela abaixo de 20%.

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