Por Ricardo Antunes e Helenise Brant — O candidato à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, precisa de proteção de grau máximo. A equipe da Polícia Federal que faz a segurança do ex-presidente pediu apoio às superintendências da PF e relatou uma série de “adversidades” e episódios de violência enfrentados pelo petista neste ano.
Para os policiais, “o atual cenário é inédito na história da democracia brasileira e amplia o desafio de garantir a incolumidade física do candidato.
O documento diz que “o contexto político e social no qual se realizará a operação de segurança é composto por, entre outras adversidades, opositores radicalizados, acesso a armas de letalidade ampliada decorrente das mudanças legais realizadas em 2019, ameaças de morte, ao candidato e representantes do partido, bem como a perpetração de atos de intimidação e violência, identificados antes do início da campanha, como o atentado ao ônibus da caravana de apoio ao ex-presidente Lula, alvejado em maio de 2018”.
O pedido de reforço foi assinado pelos três delegados que cuidam da segurança de Lula: Andrei Augusto Passos Rodrigues, Alexsander Castro Oliveira e Rivaldo Venâncio.
Comentário: É importante levar à sério a necessidade de aumentar a segurança durante a campanha eleitoral. O clima belicoso, criado especialmente por bolsonaristas, muitos deles armados, tende a piorar ao longo da disputa pelos votos. A realidade não deixa dúvidas de que tem muita gente disposta a partir para a violência. O caso do ataque ao ônibus do petista é só um exemplo.
No ano de 2020 houve 99 casos de homicídio tentado ou consumado e 164 casos de ameaça e lesão corporal motivados por intolerância política. Vejam a diferença: em 2018 foram registrados 46 casos, mesmo número verificado nas eleições de 2016.”




























