Seis estados que já estavam limpos voltaram a receber óleo no Nordeste

Imagem de satélite obtida por pesquisador da UFAL mostra um rastro negro (paralelo à linha azul, usada para marcar o comprimento da mancha) ao norte do litoral potiguar; ele apareceu antes da passagem do Bouboulina por ali
Imagem de satélite obtida por pesquisador da UFAL mostra um rastro negro (paralelo à linha azul, usada para marcar o comprimento da mancha) ao norte do litoral potiguar; ele apareceu antes da passagem do Bouboulina por ali Foto: Humberto Barbosa/Ufal
Bruno Alfano

Seis estados do Nordeste que já estavam limpos voltaram a receber óleo na costa. Apenas a Paraíba está desde o fim de outubro sem ser afetada pelo petróleo cru que chega do mar do Nordeste desde 30 de agosto.

Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Maranhão e Piauí estavam há pelo menos três dias sem serem afetadas. Desde a última sexta-feira, Pernambuco ficou só um dia, a última terça-feira, limpa. Já Bahia e Alagoas estão desde o fim do mês passado convivendo com problema todos os dias.

As informações foram compiladas nos comunicados diários emitidos Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha do Brasil (MB), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsáveis pela investigação e contenção de danos.

Ainda de acordo com o GAA, as seguintes localidades permanecem com vestígios de óleo, com ações de limpeza em andamento: Luís Correia, no Piauí; Japaratinga, Barra de São Miguel, Feliz Deserto e Piaçabuçu, em Alagoas; Prado, Conde, Canavieiras, Igrapiúna, Ilhéus, Itacaré, Maraú, Una e Uruçuca, na Bahia; Linhares, no Espírito Santo; Ilha de Poldros, no Maranhão; Fortim, no Ceará; Nisia Floresta e Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte; Paulista, São José da Coroa Grande e Tamandaré, em Pernambuco; Aracaju e Estancia, em Sergipe.

De acordo com o levantamento feito pelo Ibama, foram contabilizadas, aproximadamente, 4.500 toneladas de resíduos de óleo retirados das praias até esta quinta-feira.

A contagem desse material não inclui somente óleo, mas também é composta por areia, lonas, EPI e outros materiais utilizados para a coleta. O descarte é feito pelas Secretarias de Meio Ambiente dos Estados.

O governo do Rio de Janeiro já capacitou cerca de 200 pessoas, incluindo servidores de 25 municípios costeiros, na preparação para uma eventual chegada à costa fluminense do óleo derramado, que já afeta dez estados brasileiros . Segundo dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), a praia mais ao Sul atingida pelo petróleo é a Formosa, em Aracruz, no Espírito Santo, a pouco menos de 200 quilômetros da divisa com o estado do Rio.

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