Sem proteção: ex-delegados-chefes da Bahia não têm escolta policial
Assassinato de ex-dirigente da Polícia Civil de São Paulo é um alerta para as instituições
Por Bruno Wendel

Polícia Civil iniciou operação Crédito: Divulgação/Polícia Civil
O assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz, há uma semana, evidenciou uma fragilidade que também atinge a Polícia Civil da Bahia: a ausência de escolta para ex-dirigentes da instituição.
Ferraz foi executado após ameaça do Primeiro Comando da Capital (PCC), em 2019, quando transferiu 15 lideranças. Situação semelhante é vivida por ex-delegados-gerais baianos, que igualmente conduziram operações de alto impacto, incluindo a prisão de chefes do tráfico. Ao menos dois deles confirmaram ao CORREIO que não contam com qualquer proteção.
Para a categoria, a morte de Ferraz funciona como alerta: é preciso garantir a segurança de lideranças policiais e judiciárias, a fim de evitar que o combate ao crime organizado seja enfraquecido pelo medo ou pela falta de respaldo institucional.



























