Traído pelo PCdoB e Rui Costa

Nilo detona PCdoB e cobra Rui: ‘Foram dez anos dando tranquilidade’

Ex-presidente da Assembleia disse que comunistas “só pensam em cargo” e admitiu que esperava reconhecimento do governador pelo auxílio prestado no Legislativo

Redação
Foto: Josemar Pereira/ Ag. Haack/ bahia.ba
Foto: Josemar Pereira/ Ag. Haack/ bahia.ba

 

O ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo (PSL), criticou o PCdoB por deixá-lo às vésperas da eleição para o comando da Casa e disse ter ficado “triste e surpreso” pelo não envolvimento direto do governador Rui Costa para ajudá-lo a permanecer no cargo, em entrevista ao site Informe1.

Derrotado por Ângelo Coronel (PSD) em fevereiro na disputa pela presidência da AL-BA, Nilo atribuiu a mudança de lado dos deputados do PCdoB a cargos.

“O PCdoB, na realidade, só pensa em cargo. Quando sentaram comigo Daniel [Almeida, ex-presidente estadual], Davidson [Magalhães, presidente] e os três deputados, só pensavam em cargo e emprego, diretorias. Tudo que me pediram, eu atendi. Mas eu acho que o outro lado ofereceu mais. Foi a maior tristeza e surpresa que tive na vida como político”, disse o ex-presidente da Assembleia.

Sobre a participação de Rui no processo, Nilo reconheceu que esperava um reconhecimento pelo auxílio prestado ao governo durante a década em que esteve no comando da AL-BA.

“Fiquei triste, eu não imaginava. Foram dez anos dando tranquilidade ao governo do Estado aqui, todo mundo sabe. Sentado na cadeira eu era independente, mas era um parceiro do governador. Fiquei triste e surpreso, porque eu imaginava que ele me ajudasse. O PCdoB me deixou porque ele ficou neutro”, opinou.

Padrinho da candidatura de Coronel, o senador Otto Alencar (PSD) – também aliado do governador – chegou a dizer que interlocutores de Rui pressionaram deputados para votar em Nilo. Embora o petista tenha evitado declarações pública sobre o assunto, nos bastidores o Palácio de Ondina articulava de fato o apoio à manutenção do então presidente da Casa.

Durante o processo, o próprio Nilo afirmou que contava com o governador ao seu lado, já que o seu partido, o PT, foi o primeiro a oficializar apoio à sua candidatura. No entanto, Coronel acabou fortalecido por ser patrocinado por Otto, o vice-governador João Leão (PP) e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).

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