TSE nega direito de resposta a Alckmin sobre falas em inserções de Bolsonaro
Caso trata do uso de declarações antigas de Alckmin contra o PT
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, na noite desta terça-feira (20), direitos de resposta ao candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), da chapa com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contra vídeos usados na campanha à reeleição de Jair Bolsonaro (PL). A decisão individual foi da ministra Maria Claudia Bucchianeri.
O caso trata da utilização de falas antigas do ex-governador de São Paulo contra o PT na campanha eleitoral do candidato à reeleição Bolsonaro. A campanha de Alckmin alegou que as declarações apresentadas novamente estariam descontextualizadas e configuram desinformação.
Ao manter a decisão, por unanimidade, o plenário seguiu o entendimento da relatora. Segundo a ministra, as declarações, embora antigas, são verdadeiras.
“Se as falas trazidas qualificam-se como públicas e notórias, descabe cogitar de fato sabidamente inverídico, pressuposto indispensável para a excepcionalíssima concessão de direito de resposta”, justificou.
Nas inserções citadas por Alckmin, ele aparece dizendo que Lula quer voltar ao poder depois de ter quebrado o Brasil e que o petista “quer voltar à cena do crime”. Os trechos também mostram Alckmin dizendo que não votar em Lula é evitar o petrolão e o fim da Lava-Jato.
“É você que pode evitar que um preso condenado por corrupção seja solto”, diz o trecho contestado. Na sequência à fala de Alckmin, um narrador da campanha de Bolsonaro afirma: “Se até o vice pensa assim, como é que eu vou confiar no Lula?”.
























