Uso de dossiê antifascista chega à ONU e poder levar Brasil à ‘lista suja’

Relatores da entidade já se debruçam sobre a conduta do Ministério da Justiça brasileiro por monitorar quase 600 servidores públicos e professores

Alexandre Santos
Foto: Beto Barata/PR
Foto: Beto Barata/PR

Relatores da ONU (Organização das Nações Unidas) foram informados e se debruçam sobre a conduta do Ministério da Justiça brasileiro ao montar um dossiê para monitorar quase 600 servidores públicos e professores por seu envolvimento em atos antifascismo. Uma das possibilidades é o Brasil ser colocado em uma espécie de “lista suja” de governos que promovem “intimidações”. As informações são do jornalista Jamil Chade, colunista do portal UOL.

Procurado pela publicação, o Itamaraty até o momento não comentou o fato de o gesto do governo ter entrado no radar dos relatores.

aDe acordo com Chade, As informações chegaram de maneira discreta à ONU –as pessoas que levaram a informação temem represálias do governo brasileiro.

A ação sigilosa do Ministério da Justiça do governo Bolsonaro foi revelada pelo portal UOL há duas semanas.

Um grupo de 579 servidores federais e estaduais de segurança foi identificado como integrante do “movimento antifascismo”, além de três professores universitários. Em Genebra, fontes do alto escalão da ONU revelaram que pelo menos dois relatores especiais de direitos humanos estão cientes da situação e do comportamento do governo, além da cúpula da organização mundial. As informações chegaram às instâncias internacionais por fontes que, por temer represálias, preferem se manter no anonimato.

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