Voto feminino no Brasil: Obra revela os bastidores dessa conquista histórica
Escrito por Teresa Cristina de Novaes Marques, o livro resgata a luta feminina pelos direitos iguais na política institucional

Garantido pela legislação brasileira, o voto feminino no Brasil foi oficialmente introduzido, ao sistema eleitoral, no dia 24 de fevereiro de 1932. A luta por essa conquista teve início ainda no século 19, antes mesmo da proclamação da República, quando diversas sufragistas lutaram e deram suas vidas em prol da causa.
Segundo o Código Eleitoral Provisório de 1932, na época, qualquer cidadão maior de 21 anos, tinha direito ao voto, independente do sexo biológico. Contudo, em 1928, a professora Celina Guimarães Viana já havia usufruído desse direito, mas teve seu voto anulado pela Justiça.
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Antes do decreto de 1932, outras mulheres já haviam contribuído politicamente, como foi o caso da educadora Leolinda Daltro, que no início do século 20 fundou o primeiro partido feminino do Brasil, inspirada no sufragismo inglês.
Essas e outras histórias sobre o protagonismo feminino na política são apresentadas na obra Voto feminino no Brasil, da renomada historiadora e professora Teresa Cristina de Novaes Marques. Lançado em 2018 pela Edições Câmara, o livro resgata a trajetória completa de importantes nomes que revolucionaram a história do país.
Bertha Lutz, Celina Guimarães, Josefina Álvares de Azevedo, Júlia Barbosa, Leolinda Daltro e Nísia Floresta, são algumas das ilustres personagens que lutaram pelos direitos das mulheres, impactadando a história do país e que foram amplamente homenageadas nesta memorável obra.
Com ilustração de Fabrizia Posada, a obra apresenta, ainda, a força e personalidades marcantes de mulheres que inspiraram gerações futuras de militantes. Além disso, aborda os debates do Poder Legislativo sobre a participação de mulheres na política institucional.
Disponível na Amazon, em formato Kindle, Voto feminino no Brasil trata-se de um importante material histórico sobre a luta de gênero na política, que até hoje é pautada pelos movimentos sociais.


























