O pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo) afirmou nesta quarta-feira (22) que as urnas eletrônicas do Brasil são “confiáveis”, mas defendeu que exista algum tipo de “recibo” impresso na hora do voto.
“Bom eu já fui interpelado diversas vezes sobre urna eletrônica. Tudo que puder ser feito para melhorar a confiabilidade é bom, principalmente comprovante escrito. Fui eleito e reeleito pela urna eletrônica e considero o sistema confiavel”, disse em conversa com jornalistas, momentos antes de participar do evento Brasil de Ideias Mulher, organizado pelo Grupo Voto e Clube da Lu. As informações são da CNN.
O ex-governador de Minas Gerais também defendeu a implementação de uma amostra impressa dos votos que, segundo ele, serviria para “confirmar o digital com o físico”.
As declarações de Zema foram feitas após a repercussão de uma fala do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), na terça-feira (21), em que afirmou que o Brasil utiliza urnas fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic, alvos de investigação da CIA sobre manipulação das eleições venezuelanas de 2010.
“Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, declarou.
Como a CNN mostrou, ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do STF (Supremo Tribunal Federal) classificaram a fala de Flávio como grave, mas adotaram cautela quanto a uma possível punição. Em nota emitida nesta quarta-feira, o senador negou que tivesse questionado a lisura das urnas ou contestado a sua integridade.
Ainda nesta quarta-feira, o PT (Partido dos Trabalhadores) protocolou no TSE uma representação contra Flávio, afirmando que ele, seu irmão Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Gustavo Gayer (PL) manifestaram “desinformações contra a integridade do sistema eletrônico de votação brasileiro e a credibilidade da Justiça Eleitoral”.


























