5 fatos sobre a vida íntima de Frida Kahlo

Conheça a história da artista mexicana que vivenciou catástrofes e se tornou símbolo de empoderamento

Penélope Coelho
Fotografia de Frida Kahlo
Fotografia de Frida Kahlo – Wikimedia Commons

Nascida em 6 de julho de 1907, na Cidade do México, Madalena Carmen Frida Kahlo Calderón, foi uma das figuras mais emblemáticas do século 20.

Atualmente, a pintora mexicana conhecida por realizar autorretratos, tem seu rosto estampado em camisetas e outros produtos.

Mas, a verdadeira história da mulher que se tornou símbolo para emancipação feminina envolve talento, acidentes e relações conturbadas. Suas obras que retratam temas relevantes, contudo, pouco mencionados, como a maternidade e a sexualidade, que foram eternizados na trajetória inesquecível da pintora.

Pensando nisso, o site Aventuras na História decidiu separar 5 fatos sobre Frida Kahlo.

1. Infância difícil

Frida nasceu durante o período em que a Revolução Mexicana (1910 -1920), estava a todo vapor. Convivendo com tiroteios e batalhas, a mulher fora autointitulada como “filha da Revolução”.

Acredita-se que por essa fase que viveu quando ainda era criança, a artista tenha construído uma relação forte e de orgulho com seu país, ao observar sua mãe ajudando combatentes.

Ainda na infância, Kahlo passou por uma grande dificuldade quando contraiu poliomielite, o que deixou sequelas em sua perna direita.

Anos depois, em 1925, a artista foi vítima de um terrível acidente de bonde, que a causou fraturas pélvicas, além de várias outras lesões por todo seu corpo, resultando em 35 cirurgias. O ocorrido deixou sua saúde eternamente fragilizada.

Fotografia de Frida Kahlo na infância / Crédito: Wikimedia Commons

2. Vida artística

Aos 18 anos de idade, a jovem Frida se viu totalmente sem rumo após o acidente, foi na triste fase de sua vida que a pintura passou a servir como terapia. Enquanto se recuperava em sua residência, a chamada Casa Azul, a mexicana passou a retratar a situação difícil que enfrentava através da arte.

Ao que tudo indica, o amor pela arte surgiu como influência de seu pai e de seu avô, fotógrafos, o que incentivou jovem a realizar autorretratos, vertente que se tornou sua especialidade e a consagrou anos depois como uma das maiores artistas de sua geração.


3. Quebra de padrão

Através da arte, Frida expressava toda a vulnerabilidade e a dor, usando cores e formas diferentes, ela fugia do que era ‘bem visto’ na época. Em seus quadros, a pintora se retratava de diversas maneiras: sangrando, chorando, aberta ao meio. Sem medo de expor suas fragilidades.

Além disso, a artista era avessa aos padrões impostos pela sociedade — o que ficava ainda mais claro em suas vestimentas. Ela deixou como marca registrada seu buço e as sobrancelhas marcantes, a fim de contestar aquilo que era visto como algo a ser seguido.

Kahlo também usava peças de roupas para ‘esconder’ as marcas deixadas pelo acidente e pela doença, como revelou a historiadora Hayden Herrera, em seu livro sobre a mexicana, lançado em 1983.


4. Relacionamentos

Em sua vida pessoal, a icônica pintora também ficou conhecida pela liberdade com que encarava as relações amorosas. Contudo, isso não a impediu que sofresse por amor. Aos 21 anos ela conheceu o marido Diego Rivera. Embora juntos por 25 anos, a relação entre a artista e o muralista foi marcada por traições.

O casal Frida Kahlo e Diego Rivera / Crédito: Getty Images

 

Transgressora, a pintora se permitiu vivenciar diversas aventuras amorosas, inclusive com Leon Trotsky. Já Diego, chegou a se relacionar até mesmo com a irmã de sua esposa.


5. O triste fim

Após uma vida de dificuldades, a mulher faleceu aos 47 anos de idade, em 13 de julho de 1954, na mesma cidade em que nasceu. O falecimento foi causado por uma forte pneumonia.

Oito dias antes de morrer, a artista escreveu seu nome e a frase “Viva La Vida” (Viva a Vida, em tradução para o português), em seu último quadro, que acabou recebendo o mesmo título posteriormente. Até hoje, as palavras escritas por Frida são motivo de inquietação por parte dos estudiosos e historiadores que pesquisam sobre a vida da mulher.

 

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