Atrás de resultado surpreendente no Botafogo, Valentim já venceu o Athletico na Arena da Baixada em 2019

Técnico Alberto Valentim quer fazer o Botafogo surpreender o Athletico Paranaense
Técnico Alberto Valentim quer fazer o Botafogo surpreender o Athletico Paranaense Foto: Vitor Silva/Botafogo
Igor Siqueira

Alberto Valentim inseriu no vocabulário recente a necessidade de que o Botafogo consiga vitórias inesperadas nessa reta final de Brasileirão, diante da necessidade de afastar o risco de rebaixamento. Enfrentar o Athletico Paranaense hoje, na Arena da Baixada, às 18h, e conseguir um bom resultado entra nesse escopo de pontos que, talvez, não pareçam óbvios.

Mas o próprio treinador já saiu vitorioso neste ano desse mesmo campo “hostil” que é o estádio em Curitiba. Foi pelo Avaí, na 19ª rodada, quando o time catarinense estava flertando com a repetição da pífia campanha do América-RN, pior time da história do Brasileirão de pontos corridos.

É preciso ponderar, no entanto, que a vitória do time de Valentim aconteceu no fim de semana entre as finais da Copa do Brasil, e o Athletico não usou força máxima. Mesmo assim, há lições a serem usadas, por mais que o time paranaense não tenha largado a Série A após o título.

Valentim sabe o que é ter a Arena da Baixada como aliada. Afinal, o ex-lateral-direito teve passagem significativa pelo Athletico.

— O time se identifica muito com aquele campo, os jogadores se sentem muito motivados a jogar lá, desde a minha época de jogador. Ainda tem o gramado, que faz a bola correr mais rapidamente — analisou o técnico do Botafogo, referindo-se ao sintético.

Há um dado curioso para o alvinegro. A última vez nesta Série A que o Botafogo engrenou duas vitórias seguidas foi justamente na sequência contra Avaí e Athletico, ainda nas rodadas 13 e 14. Pela pressão, não há momento melhor para repetir isso.

Como lidar com os pedidos por Diego Souza

Nesta reta final do Brasileirão, Alberto Valentim optou por abrir mão de Diego Souza como titular do ataque alvinegro. As críticas vieram até do irmão do jogador, mas o técnico não se inibe e mantém a posição. Por mais que Diego tenha feito, de pênalti, o segundo gol da vitória sobre o Avaí.

— Aqui no Brasil tem uma coisa que parece que é um demérito. Quando o jogador não inicia uma partida, parece que está pecando. Ou aconteceu alguma coisa de mal-estar. Simplesmente foi opção técnica e tática dentro do que estamos precisando. Como aconteceu no último jogo, os jogadores que entram no decorrer dos jogos são muito importantes. Vencemos o jogo — explicou o treinador.

Sem Diego Souza, Igor Cássio é o centroavante do Botafogo e tem agradado.

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