Deputado lamenta situação do sertanejo

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Ao discursar durante o Grande Expediente na Tribuna do Plenário da Câmara dos Deputados, na sexta-feira (25), o deputado federal Gonzaga Patriota fez uma analise sobre a seca no Nordeste e a escassez de recursos hídricos nessa região.

Tenho usado a Tribuna desta Casa nos últimos anos para discorrer sobre a questão da seca no Nordeste brasileiro e consequentemente a escassez de recursos hídricos nessa região. As iniciativas do poder público são inúmeras. Algumas redundaram em fracassos, outras foram paralisadas ou abandonadas e umas se converteram em soluções para a carente população do Nordeste”, disse Patriota.

Apesar de reconhecer os investimentos e as conquistas do Governo, citando como exemplo as obras do PAC-2, Gonzaga Patriota  avaliou que o atual governo tem feito pouco em prol dos que estão sofrendo com os efeitos da seca, considerada, por alguns especialistas, a pior dos últimos 50 anos.

 “Quando se olha para o retrospecto dos últimos dez anos, vê-se que nenhuma barragem importante foi construída na região Nordeste. As últimas foram a de Serrinha e a de Jucazinho, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso. A transposição do Rio São Francisco, que foi prometida como a redenção do semiárido, anda a passos lentos com interrupção da obra e degradação do que já foi construído. A retomada dos trabalhos só se deu após denúncias feitas pela Imprensa com grande repercussão no País. Quanto ao socorro prometido pela presidente da República, anunciado com grande alarde, a maior parte dos recursos é para reescalonamento da dívida, não para a anistia, como também para a compra de máquinas e equipamentos, recursos que não se vê chegar aos municípios afetados. O ambiente no Nordeste é de desolação e de indignação”, criticou.

Segundo Gonzaga Patriota, a transposição do Rio São Francisco inaugura um novo momento na política da infraestrutura hídrica do Nordeste.

“Outra obra muito importante é a Transposição do Rio São Francisco. O projeto de integração do Rio São Francisco vai garantir a segurança hídrica do Nordeste com 220 km de extensão no eixo leste e 260 km no eixo norte. A obra da transposição inaugura um novo momento na política de infraestrutura hídrica do Nordeste. É um primeiro grande passo. E a obra da transposição, sim, vai assegurar aquilo que a gente sonhou por tantas gerações que é legar a segurança hídrica que o Nordeste precisa para conviver melhor com períodos de estiagem”, comentou.

O parlamentar defendeu o trabalho realizado pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas – Dnocs para o desenvolvimento do semiárido e lamentou a falta de investimento no órgão.

“Ressuscitado depois de ser sepultado por Fernando Henrique Cardoso, o Dnocs completou 104 anos de atuação, com um trabalho muito relevante ao longo desse período. Mas infelizmente faltam recursos, condições para que o órgão continue a levar água para as regiões mais secas do Nordeste” desabafou.

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