Dilma ironiza médicos brasileiros: ‘todos escolheram o litoral’

A presidente Dilma Rousseff disse neste sábado em Porto Alegre que a maioria dos profissionais brasileiros que se inscreveram no programa Mais Médicos do governo federal optou por cidades do litoral para atender à população. A informação, usada em tom irônico, foi uma estratégia da presidente para justificar a chamada de 715 médicos formados no exterior para o programa, que prevê bolsa de R$ 10 mil mensais mais ajuda de custo por três anos de contrato.

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– Cerca de mil médicos brasileiros já começaram a preencher as mais de 15 mil vagas, mas tirando Manaus e Brasília, todos escolheram o litoral – afirmou a presidente durante discurso para uma plateia de prefeitos.

Os gestores municipais são os maiores aliados de Dilma na implantação do Mais Médicos, que pretende suprir a carência de profissionais da saúde em cidades do interior e na periferia das grandes cidades. Os estrangeiros chamados são majoritariamente espanhóis, portugueses e argentinos.

A presidente disse que há uma “evidente falta de sincronia” entre o crescimento no número de médicos, a quantidade de leitos e a compra de equipamentos para as unidades de saúde. Segundo ela, o objetivo do programa é “fazer a diferença no curto prazo”.

Dilma também criticou a concentração de médicos nos grandes centros urbanos e nas regiões mais ricas das cidades, que transmitem uma ideia de que o país tem um número adequado de profissionais. Segundo ela, a quantidade de médicos no Brasil para cada mil habitantes (1,8) é inferior à dos vizinhos Argentina (3,2) e Uruguai (3,7).

– Temos um problema de acesso ao profissional, 700 municípios não têm sequer um médico. O que a gente pode perceber é que esses profissionais são distribuídos de forma desigual. Queremos não só aumentar o número (de médicos) mas melhorar a distribuição – disse.

Antes de defender o programa Mais Médicos, Dilma participou da entrega de 40 retroescavadeiras para prefeituras do Rio Grande do Sul. Durante a solenidade, a presidente exaltou a importância dos equipamentos na manutenção das estradas vicinais. A doação, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), faz parte da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e inclui motoniveladoras e um caminhão caçamba.

Segundo o MDA, foram investidos R$ 6 milhões na aquisição das 40 retroescavade iras, que vão beneficiar 135 mil pessoas – 25 mil dos quais agricultores familiares.

Fonte: O Globo

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