Em 1988, editorial do Exército acusou Bolsonaro de “faltar com a verdade e macular a dignidade militar”

Na época com 32 anos, o então capitão foi acusado de planejar protesto com bombas em unidades militares

Há 33 anos, o jornal “Noticiário do Exército”, veículo oficial da instituição, circulou um editorial na capa que acusava Jair Bolsonaro e outro capitão de “faltarem com a verdade e macularem a dignidade militar”. A manifestação circulou por todas as unidades militares no território nacional.

Segundo informações de Rubens Valente, no UOL, o texto intitulado “A verdade: um símbolo da honra militar”, de 25 de fevereiro de 1988, citava conclusões de “Conselhos de Justificação” instaurados para investigar os dois militares depois que a revista Veja divulgou reportagem sobre um suposto plano de Bolsonaro para estourar bombas em unidades militares.

De acordo com a revista, a ideia de Bolsonaro era protestar contra os baixos salários dos militares. Em junho de 1988, Bolsonaro foi absolvido das acusações pelo Superior Tribunal Militar (STM).

No editorial, no entanto, o Exército apresenta conclusões totalmente opostas. “O fato e tais circunstâncias tornaram os oficiais passíveis de serem considerados impedidos de continuar a pertencer aos quadros de nosso Exército, se assim forem julgados pelo STM. O Exército tem, tradicionalmente, utilizado todos os meios legais para extirpar de suas fileiras aqueles que, deliberada e comprovadamente, desmerecem a honra militar. A verdade é um símbolo da honra militar”, diz o texto.

“Tornaram-se , assim, estranhos ao meio em que vivem e sujeitos tanto à rejeição de seus pares como a serem considerados indignos para a carreira das armas. Na guerra, já plena de adversidades, não se pode admitir a desonra e a deslealdade que não do lado inimigo, jamais do lado amigo”, completa.

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