Menino travesso: Flávio Bolsonaro comprou 19 imóveis por R$ 9,4 milhões

Veja divulgou um documento que aponta “sérios indícios” de lavagem de dinheiro; lucratividade dos bens foi maior que seus rendimentos como deputado

Redação
Foto: Reprodução/Band
Foto: Reprodução/Band

O Ministério Público do Rio de Janeiro, ao solicitar à Justiça quebra do sigilo bancário e fiscal de 95 pessoas e empresas relacionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), apontou indícios de que o parlamentar tenha utilizado a compra e venda de imóveis para lavar dinheiro.

Entre 2010 e 2017, o então deputado estadual teria lucrado R$ 3,089 milhões em transações imobiliárias em que há “suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas”. No mesmo período, ele investiu R$ 9,425 milhões na compra de 19 imóveis, entre salas e apartamentos.

Tais informações foram divulgadas nesta quarta-feira (15) pela Veja, que teve acesso ao documento sigiloso do MP. Nele consta que a suposta fraude pode ter ocorrido para “simular ganhos de capital fictícios” que encobririam “o enriquecimento ilícito decorrente dos desvios de recursos” da Assembleia Legislativa do Rio.

O MP também levantou dúvidas sobre os negócios relacionados à compra e venda, por Flávio, de apartamento em Laranjeiras. Apontam valorização excessiva do imóvel em apenas oito meses e questionam também a afirmação do senador de que parte da negociação teria sido feita em dinheiro vivo – o que explicaria os depósitos parcelados, em espécie, que fez em sua conta corrente e que somavam 96 mil reais.

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