Por desejo de Dourado e fragilidade na Justiça, Fluminense deve ser menos duro em negociação com Corinthians

Henrique Dourado: na mira do Corinthians
Henrique Dourado: na mira do Corinthians Foto: Lucas Merçon / Fluminense
Rafael Oliveira

Com uma série de derrotas na Justiça Trabalhista, o Fluminense ficou mais longe de um desfecho positivo na briga com Gustavo Scarpa e em sua luta para manter Henrique Dourado. Depois de ver o meia e o zagueiro Henrique conseguirem a liberação, por meio de liminares, a direção teme que o Ceifador faça o mesmo. Com isso, deve voltar atrás em sua decisão de só liberá-lo para o Corinthians pelo valor da multa contratual: € 4,5 milhões (cerca de R$ 17,5 milhões).

Dourado já admitiu, internamente, que não quer ficar. Nos bastidores, o que se comenta, inclusive, é que seu empresário já acertou os termos da transferência para o Corinthians. Apesar disso, ele não deixou de cumprir com suas obrigações: reapresentou-se no dia estabelecido e viajou com o grupo tricolor para Orlando, nos Estados Unidos. O Fluminense entende que, se dificultar ainda mais a negociação, pode colocar esse bom relacionamento em risco.

Assim como ocorre com outros jogadores, o clube deve pagamentos ao seu camisa 9, um dos motivos pelo qual ele deseja sair. Num momento em que a Justiça Trabalhista virou campo minado para o Fluminense, cresce o temor de que Dourado também possa buscar a liberação por meio de uma liminar. Como os presidentes dos dois clubes e o representante do atacante estão nos EUA, a negociação caminha para um desfecho por lá mesmo.

A saída de Dourado, por sinal, pode ser a única a render algum dinheiro para o Fluminense, ao menos agora. Henrique, também a caminho do Corinthians, já está com a liminar em mãos, e deve ser anunciado pelos paulistas a qualquer momento. Além da liberação, ele cobra o clube pelo atraso de dez meses no depósito do FGTS. O julgamento ainda não foi marcado.

Já a situação de Scarpa, que obteve uma liminar por meio de um mandado de segurança, é mais delicada. Sob o risco de ver o camisa 10 ir embora sem receber nada por isso, o Fluminense deve recorrer. Com isso, qualquer clube que contratar o apoiador não terá segurança, pois a situação pode ser revertida. Se não houver acordo entre as partes, este imbróglio permanecerá, no mínimo, até 16 de abril, data em que foi marcado o julgamento do mérito.

Outro que está perto de seguir mesmo caminho é Diego Cavalieri. Fora dos planos para 2018, o goleiro entrou com ação na Justiça em que pede a rescisão e cobra o que lhe é devido. A decisão pode sair ainda hoje. Em meio a este cenário, o técnico Abel Braga fará observações sobre o time no primeiro teste do ano, nesta sexta, às 22h, contra o PSV, da Holanda, pelo Torneio da Flórida (EUA).

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