TRF-4 já usou troca de mensagens no Telegram para reforçar sentenças, diz coluna

TRF-4 já usou troca de mensagens no Telegram para reforçar sentenças, diz coluna

Foto: Reprodução / TRF-4

O uso de aplicativos de mensagens instantâneas já foi utilizado para reforçar condenações no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que é responsável pelos processos da Operação Lava Jato em segunda instância. Há pelo menos dois casos em que isso foi detectado, segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.

Em uma decisão, o desembargador Thompson Flores escreveu na sentença que o réu mantinha “intensa comunicação por meio de aplicativos velados, a exemplo do Telegram”. Já em outra decisão, o desembargador Leandro Pausen afirmou que o réu, processado por tráfico de drogas, se comunicava principalmente por diversos meios eletrônicos, um deles, o Telegram, “a fim de dificultar o rastreamento”.

O aplicativo em questão ganhou destaque na última semana com a revelação das conversas entre o procurador Deltan Dallagnol e o ministro Sergio Moro pelo site The Intercept Brasil. Os diálogos são registros de 2015 a 2018 quando Moro era juiz e relator da Lava Jato, na 13ª Vara de Curitiba, e mostram como ele colaborava com a força-tarefa. O então juiz sugeriu a inversão de fases da operação, criticou e aconselhou ações do Ministério Público Federal (MPF), adiantou uma decisão judicial e, de acordo com a revelação mais recente, recomendou o envio de uma nota à imprensa para rebater o “showzinho” da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (saiba mais aqui).

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